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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O SILÊNCIO É MORTAL!!!!!


Eu sou uma pessoa que não consegue ficar um minuto sem falar, começo a sentir coceira na garganta, ficar irritada, aí se não tenho com quem conversar pego o telefone fico ligando para as pessoas, mas se mesmo assim não consigo alguém para falar, falo sozinha. E depois que casei,senti uma enorme diferença,que os homens gostam de ficar sem falar nada....

Aí aprendi uma coisa que os homens tendem a falar dentro da sua cabeça, fica um longo período sem pronunciar uma só palavra. Nesta hora fico pensando será que ele está bravo comigo,o que foi que eu fiz mas na verdade,eles estão só quietinho.
Quantas vezes eu o acuso dizer algo negativo quando na verdade ele não está falando.
No casamento quando o homem fica em silencio, a esposa começa a sentir não amada, e isto que o silencio se torna mortal em um relacionamento.

Sempre falo que a maior atividade intima de um relacionamento é FALAR. Mas para maioria dos homens,o tipo de intimidade que eles procuram é a intimidade sexual,que eles falham a perceber que umas das chaves para obter a intimidade sexual é:FALAR
Então homens uma dica, vocês precisam falar mais e ouvir melhor. Novos níveis de intimidade são alcançados no relacionamento quando o homem aprende a conversar com sua esposa.às vezes este é o único ajuste que um casal precisa para reestruturar e renovar seu casamento.

Vamos lá homens começa a praticar, a intimidade começa do pescoço pra cima.

Até a próxima pessoal....

Postado por Gabriela

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Esse assunto não me sai da cabeça .... Estou tensa porque farei a minha primeira viagem sem as meninas. E isso é um marco na vida minha vida .... Estou com coração em pedaços, como estivesse fazendo algo errado. Quando estou brincando com elas,fico olhando elas sorrirem e pensando será justo eu me divertir sem elas????

O meu coração de mãe está apertando!! ! Eu sei que um dia as crianças vão crescer e não vão querer mais viajar conosco, terão suas próprias vidas sociais, viagem para casa de amiguinhos e então poderemos curtir... Mas será que vale a pena esperar tanto tempo assim para ter uma vida a dois???

Desde que a Sophia nasceu nunca tivemos um tempo para nós dois, sempre coloco as meninas em primeiro lugar. Na verdade nem tivemos nossa lua de mel,nem dava estava de 8 meses,quase explodindo...Queria mais é ficar quietinha .

Ele começou a falar sobre esta vontade em Maio, aí coloquei um monte de empecilho... Mas sempre ele resolvia tudo,e esta semana ele me envia um e-mail,pensei que era uns dos seus e-mail falando sobre a loja e quando abro,ele tinha emitido as nossas passagens.Comecei a suar frio,tremer absurdamente,peguei um caderno e comecei a escrever tudo que preciso fazer antes da viagem para as meninas se sentirem bem.

Quando consegui relaxar veio outro pensamento e se acontecer algo com as meninas, não estarei aqui, estarei a milhares de quilômetros de distancia e agora????
Estes cinco dias serão eternos, diferentes. Não como me comportarei em relação a isto,mas tenho a certeza que esta experiência mudara muito meu pensamento,e dará uma apimentada na minha relação.

Quando voltar terá a segunda parte deste texto... Ufa!!! Conseguirei sobreviver a esta experiência????

Postado por Gabriela

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As quatro estações do casamento; Outono


Hoje não teria um tema melhor para falar e continuar da semana passada. Principalmente que hoje estou fazendo quatro anos de casamento.
Durante estes quatro anos, tive momentos felizes, tristes, de brigas, romance, companheirismo, que na verdade fazendo a balança, não me arrependo. Faria tudo de novo,exatamente igual.

O outono é tempo do amarelar das árvores, indicando a passagem de um clima quente para outro mais ameno. A temperatura cai bastante, as chuvas de março vêm para fechar o verão e o outono toma seu lugar.

Neste período começará os ventos derribando flores e frutos, o tempo ficará mais frio e de certa forma menos belo. As folhas vão caindo pelo ar, flutuam, passeiam pelo vento e depois caem em locais onde serão pisadas e irão retornar ao pó da terra.
Suas brisas matinais nos chamam á um dia com suas alegrias e tristezas assim como é o casamento. Quem olha de longe pode até desejar estar ali, mas o casal sabe que não é um período fácil, é o momento de mudanças, adequações. Há horas de solidão, frio e as folhas se foram deixando a árvore descoberta, seus galhos secos. Assim como o vento é desorientado o casamento está em desorientação temporária.

Com o cair das folhas e o retorno delas ao solo elas se tornam adubo, ou seja, volta a alimentar o solo. Assim acontece no casamento, perdemos folhas lindas e elas retornam como adubo para um recomeço. Um novo alimento que faz bem ao casal e a família. Outras folhas virão, lindas, coloridas e nos cobrirão deste tempo de seca. Outras histórias surgirão em nossas vidas, deixaremos à vergonha da nudez temporária para trás e viveremos nosso amor novo e forte. É o período do recomeço. É o tempo da RENOVAÇÃO do casamento.

É aqui que deixamos nossas emoções de fora, já que as folhas caíram. Surge uma consciência silenciosa entre o casal de que as coisas não estão bem, incomodam-se com a situação, porém é um tempo que tem que passar, será amenizado com tempo e o amor que os envolve em momentos difíceis.
Pode haver incertezas quanto a que rumo tomar nesta fase, não queremos passar por ela, mas é necessário para crescermos e encontrarmos novos rumos e caminhos mais agradáveis.

O que não podemos é negligenciar a fase, deixar de lutar e passar logo para o INVERNO. O tempo de distanciamento precisa passar por isso novos brotos vem, onde há cores, cheiros, os dois se reencontraram.

Observe bem a vida a dois nesta fase, é onde precisamos mudar, onde é preciso ajuste, já que ficamos expostos ao tempo e sem folhagem cobrindo erros e dores emocionais. É hora de rever conceitos, atitudes e enxergar uma luz mesmo com ventos frios e desorientadores. O inverno vai chegar novos dias vão nascer cheios de esperanças de um futuro melhor.

Assim caminha o casamento, de fases, esperanças e muitas alegrias, dificuldades e sempre Deus nos abençoando e nos dando novas forças.

Até a próxima,com a estação Inverno....
(Autor Desconhecido)

Postado por Gabriela

quinta-feira, 9 de julho de 2009

AS QUATRO ESTAÇÕES DO CASAMENTO: VERÃO



O verão inicia-se no dia 21 de Dezembro, é neste período em que tiramos férias, enchemos o litoral, hotéis e fazendas. Os dias são quentes, brilhantes e cheios de cores. Para amenizar um pouco o calor do verão também é um tempo chuvoso, mas nada que atrapalhe as férias nem a delicia do tempo quente.

Para a meninada é o período sem aulas, onde as casas das vovós ficam cheias de alegria e vida, muita comida gostosa, milho verde, em alguns lugares jabuticabas e outras delicias brasileiras.

Dentro do casamento o verão quando chega trás também sua alegria. Com a chegada do Natal e o Ano novo, então tem festas em família, presentes, em várias casas é o período em que se podem adquirir bens por dos extras. Como em alguns estados tem o "horário de verão" onde o relógio é adiantado uma hora, podemos ter uma noite clara por maior tempo. Então é um período em que os casais podem aproveitar para sair, curtir um ao outro. Curtir o que foi conquistado durante todo ano que se passou.

O casamento quando está no verão ele é marcado por emoções alegres, realizações, conquistas a dois. É a sintonia perfeita entre o casal.

Para muitos casais o inicio do ano não é fácil, o dinheiro que não deu gastos um pouco maiores que em tempos normais. Mas quando a tribulação passa vem o verão, trazendo sol sobre os problemas, a vista se abre, conseguimos enxergar a solução com mais clareza, o diálogo dura mais tempo, pois o sol demora a se por. Para se ter um verão descansado é preciso que durante todo ano anterior haja planejamento e plantio, afinal não há colheita de senão houver sementes plantadas.

Ignorar falhas. Essa é uma frase chave para manter um casamento duradouro e feliz em pleno verão. Não adianta ficarmos fitando nossos olhos e emoções em defeitos, precisamos ignorá-los muitas vezes e partir para a vida com tudo. Sermos felizes aproveitando o sol e quando a chuva chegar lavar a alma e deixar ir com a enxurrada as mazelas e dores dos dias anteriores. Deixar o sol entrar em nossas lembranças acabando com o mofo, cheiro ruim, trazendo nova vida e esperança. Um por do sol lindo entrar pela fresta de nossas mentes.

Deixar passar as falhas é como contemplar uma roseira de verão. Elas estão lindas, cheirosas, você deseja colher umas e coloca-las em um jarro para enfeitar sua casa, porém você terá que enfrentar os espinhos. Se você fixar seu olhar nos espinhos não dará conta de colhê-las, mas se fixar os olhos no desejo das flores os espinhos não serão sua barreira. Veja o melhor do outro e deixe o pior de lado, aprenda a viver com os defeitos e qualidades, são partes totais de um ser humano. Fácil? Nunca será, mas possível sim. Depende do nosso desejo de vencer cada barreira. Nosso desejo de estarmos juntos mesmo passando por períodos nublados e sem sol.

O verão tem sua parte negativa também. Como o sol é muito quente se não tomarmos cuidado seremos queimados e perderemos por dias a praia ou o dia alegre. Ficaremos por conta de pomadas e remédios para dor. Assim também é o casamento no verão. Se não estivermos atentos falaremos o que não precisa acabaremos com a festa e os dias se tornarão nublado ao invés de curtir o calor. Então antes que chegue o verão precisamos pedir que Deus em Cristo Jesus que vá nos moldando e nos mostrando o que precisa ser restaurado e mudado, para que quando o verão chegar possamos nos alegrar e dizer: chegou o nosso dia de alegria vamos celebrar.

Eclesiastes tem um tema muito interessante que encaixa bem no casamento e diz: "Tudo tem a seu tempo próprio, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou[...] tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz. tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; [...]" (Eclesiastes 3: 1-8)

No próximo texto veremos O OUTONO.... Até lá.

Autor desconhecido

Postado por Gabriela

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eu amo porque...


Eu amo o meu amigo porque quando o vi pela primeira vez, suei frio;
Eu amo o meu amigo porque ele fugiu comigo para o cinema no dia em nos conhecemos e chegamos tarde em casa;
Eu amo o meu namorado porque sua timidez em nosso primeiro encontro me seduziu;
Eu amo meu namorado porque com ele eu vi o mais lindo por-do-sol no Parque do Ibirapuera;
Eu amo o meu namorado porque ele me faz rir;
Eu amo meu namorado porque ele mata trabalho para ficar comigo;
Eu amo meu namorado porque ao lado dele abri o queixo em um tombo descomunal, tomei 5 pontos e depois rimos juntos;
Eu amo o meu namorado porque quando ele diz que me ama, seus olhos brilham;
Eu amo meu namorado porque decidimos casar quando assistíamos a um casamento;
Eu amo o meu noivo porque ele foi comprar o enxoval comigo;
Eu amo o meu noivo porque rimos juntos quando descobrimos que não tem como comprar lençol e toalha de mesa se não sabemos o tamanho dos móveis;
Eu amo meu noivo porque decidimos comprar, em uma tarde, todos os móveis da casa - mesmo sem ter casa;
Eu amo meu noivo porque ele fica lindo de fraque;
Eu amo meu noivo porque vê-lo no altar me fez ter vontade de correr até ele;
Eu amo meu marido porque nossa aliança é linda;
Eu amo meu marido porque é muito bom andar de buggy nas dunas com ele;
Eu amo meu marido porque ele sabe limpar o chão da cozinha;
Eu amo meu marido porque ele come a comida que eu faço;
Eu amo o meu marido porque ele não me deixa perder a hora;
Eu amo meu marido porque ele é um excelente pai;
Eu amo meu marido porque, mesmo quando ele não entende, aceita minhas incertezas;
Eu amo meu marido porque ficar com ele ainda me dá frio na barriga;
Eu amo meu marido porque ele é cheiroso;
Eu amo meu marido porque ele assiste aos “meus filmes” comigo;
Eu amo meu marido porque ao lado dele eu sou eu mesma;
Eu amo meu marido porque ele é a estrutura do que eu sou hoje;
Eu amo o meu marido porque ele não me faz chorar;
E, acima de tudo, eu amo o Leandro porque, nesta semana em que completamos 5 anos juntos, ele ainda me beija com a mesma paixão do início do namoro.
Parabéns pra nós, minha vida! Que venham muitos outros anos!

Postado por Denise


sábado, 2 de maio de 2009

Cisne e Gina.


Procurei rever de onde alimento tanta adoração pelo casamento. Abrir a carne e encontrar a fratura sentimental. Reerguer a roldana do poço e espiar o fundo do balde.

Há um romantismo ingênuo que tenho que sufocar para não ficar doentio (perfume caro torna-se barato se usado em excesso).

Prendo minha mão para não desenhar corações nas planilhas do Excel. Distancio-me da tevê quando é transmitido Miss Universo. Não posso passar rapidamente por reprise de filmes como Love Story. Se alguém chora ao meu lado, empresto os olhos mais do que o lenço.

Sou um completo imbecil. Partidário de que água tem cheiro e sabor. Quanto mais simples, mais verdadeiro.

Não serei inteligente no meu tempo cético e pessimista, em que casar é comprar um pacote turístico com direito a hotel, transporte, guia e crachá. E a separação é simplesmente voltar da viagem e desfazer as malas.

Surjo inexperiente diante do alerta ácido dos meus amigos. Casar sempre foi para mim pagar prestações da residência até envelhecer. O que se pode pagar à vista não tem graça.

De onde, afinal, veio esse distúrbio?

Distúrbio, claro, eu me vejo como um doente, minha carência é maior do que a satisfação. Nunca joguei para longe um besouro de minha gola. Com aquela soberba de escova e um horror implícito de caspa. Deduzindo que ele me incomodava (pelo contrário, pensava que o incomodava).

Botava delicadamente o bichinho de volta ao muro com a ponta das unhas. Deseja algo mais frágil? Assistindo ao espetáculo, meus tios me chamavam de maricona.

Mas não fui um guri de hábitos esquisitos. Não me animava a parar por mais de alguns minutos numa vitrine de noivas. Não vesti roupa da irmã. Não brincava de boneca, muito menos andava de carrinho com bebês no pátio. Não contei com nenhum desvio dos padrões de menino. Suava, raspava o couro, vivia sujo, cuspia, mijava em paredes no apuro do corpo.

Neste domingo, numa mesa rústica de restaurante, distraído ao mudar obsessivamente de lugar a gôndola do vinagre, azeite e sal, decifrei a origem de meu fanatismo.

Lembrei, lembrei, lembrei.

Enquanto meus irmãos devoravam seus pratos e ciscavam as panelas, para não perder o apetite com outras tarefas, encenava uma peça com a cortina do guardanapo. Desligado da pressa da comida.

Casava o bonequinho do Sal Cisne e Gina do palito de dentes. Ia ao restaurante somente para prosseguir a fantasia. Era meu par perfeito. Ambos com um riso bobão de apaixonados. Ele, gordinho e baixinho; ela, alta e loira.

Cisne retirava o boné azul com aproximação de Gina. Diálogos feitos de um receio educado. Gina não podia permanecer muito tempo na praça da salada porque seus pais logo voltariam da missa. Os dois sentavam nas curvas do garfo, balançando os pés do vento. E, principalmente, olhando para frente.

Eu confio, ainda confio que amar é quando o casal olha para frente. Despistando o nervosismo de suas mãos enlaçadas.



Fabrício Carpinejar

(http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/)