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terça-feira, 13 de abril de 2010

Quando o amor Dói

Já faz 3 anos e alguns meses que meu relacionamento com meu ex namorado, Paulo,terminou. Namoro que durou quase 4 anos.
Nosso relacionamento foi bom enquanto durou, porem nos últimos 6 meses de namoro acho que sofri tudo que não tinha sofrido nestes 4 anos.
Como foi duro superar aquela dor imensa em meu peito e que sinceramente achei que não fecharia jamais, algumas inclusive posso afirmar que não se fecharam até hoje e que ainda existe uma pontinha de mágoa.

Eu, ao contrário de muitas pessoas, sou contra manter um relacionamento somente para ter o título “compromissada” se não está dando certo termine, se está sofrendo, termine. Claro que sempre para a parte que toma o pé, é mais difícil, mas se para alguma parte não está bom, se o relacionamento não terminar hoje, vai terminar amanhã e pior alguém sempre sairá magoado nessa história. No meu caso foi bem pior, pois ele não me deu nenhum indício de que não estava feliz e olha que perguntava isso sempre para ele e ele dizia que estava tudo bem, e de repente, tudo acaba assim, do nada !
Faz tempo que ouço casos de pessoas que sofrem por amor, e pior de tudo, elas tem um “amor” ao lado. Mas o amor não tem que doer, o amor tem que fazer bem, se não te faz bem, então livre-se desse sentimento que está fazendo apenas com que você se anule, que se torne uma pessoa infeliz e amargurada.
Quantas pessoas não se anulam porque amam ? Porque mesmo com tantas adversidades continuam ali, quietas amando loucamente uma pessoa que não merece amor tão imenso.

O amor verdadeiro se perdeu em algum lugar no espaço, juro, que tento acreditar que ainda exista aquele amor verdadeiro, puro, capaz de te levar as alturas, tirando seus pés do chão.
Ouço tantas histórias de decepções amorosas, histórias tristes, que as poucas com finais felizes nem me comovem mais, já que sei que o conto de fadas pode estar por um fio.

Infelizmente estou sim descrente no amor. Tenho medo de me entregar e amar alguém novamente com medo de sofrer. Mas nem por isso se aparecer alguém que realmente valha a pena eu não me entregue de corpo e alma, se pensar nas consequências.

Na realidade não precisamos de um relacionamento, ter alguém para sermos felizes, a felicidade está dentro de nós. Claro que sentimos falta de ter alguém ao nosso lado, alguém com que compartilhar nossas alegrias, nossos medos, sair pra jantar, ir ao cinema, abraçar, beijar, realmente é bom, mas se não temos isso, não é por isso que seremos infelizes.

Melhor uma solteira feliz, do que uma compromissada infeliz, ou como diz o livro “Sou infeliz, mas tenho marido”

Isso é bem culpa do senso comum, porque a “regra” existe, a de que uma mulher, tem que namorar, casar, ter filhos e se duvidar ainda podem cobrar a sua felicidade. A sociedade impôs essas regras, porem eu, como boa leonina que sou, adoro descumpri-las rs.

Ame verdadeiramente e intensamente se você estiver sendo retribuída, jamais implore por migalhas e aceite determinadas situações só porque você ama, não deixem que te diminuam, que te pisem e façam com que você com esse amor tão grande que tem dentro de si, se transforme em uma formiga de tão pequena, até que se anule por completo.

Você é aquilo que você pensa. Você e sua felicidade é o que mais importa !

Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor. (Vladmir Majakóvski)
Postado por Diana

quarta-feira, 10 de março de 2010

Depois dói


Estes dias li um texto da Martha Medeiros em que ela falava sobre como estamos anestesiados diante do choque e não sentimos dor no momento. Não me lembro bem, mas ela relacionava com os lutadores de boxe, que, quando perguntados sobre a dor que sentiam na luta, dizem que na hora não doía nada, só ia doer no dia seguinte. E então ela traça um paralelo com a nossa realidade, fora dos ringues, em que a dor também só aparece depois.
Ela citou alguns exemplos que mexeram comigo, por isso, fiquei pensando no assunto. É verdade mesmo: quando o choque bate, o máximo que sentimos é a presença dele, o choque em si, mas a dor só vem depois.

Você sabe que seu namoro está por um fio. Nem você, nem ele querem mais a relação, estão estendendo por covardia, por preguiça de terminar, pelo tédio da discussão. E assim, vão levando um relacionamento morto. Mas então, quando o outro toma a decisão de romper este laço, na hora bate o alívio, mas, no dia seguinte vem ela: a dor. O que eu vou fazer agora sem aquela pessoa? Como dar os próximos passos?

Tem também aquele caso da infelicidade no emprego. A Martha falou disso. Deus e o mundo sabem que aquele não é o emprego que você deseja, que é um martírio se deslocar para lá todos os dias. Vem a demissão. Na hora você pensa: “até que enfim!” No outro dia, quando você acorda e não tem o que fazer, se sente um inútil e repensa em tudo o que foi vivido. E claro, curte sua dor.
E aquela dorzinha de raiva quando você descobre que seu ex – ou aquela arqui-inimiga – estão melhores do que você pensava. Estão felizes, com as novas escolhas e longe de você. Na hora, você diz:”que ótimo!”. Depois, na escuridão dos seus pensamentos, vem a verdade: a dor.

Em um exemplo menos intenso, quem é que nunca se matriculou na academia, decidida a resolver sua vida, seu corpo e nunca mais faltar? Então, na primeira semana vai a todas as aulas, faz as acrobacias mais malucas e acha que está recuperando todos os anos de pizza, Big Macs e batatas fritas naquela 1 hora de aula. No calor do momento, você se sente a gostosa. No outro dia, o cabelo é a única coisa que não dói. E o que é pior: a calça continua apertada.

A gente apanha o dia inteiro da vida e não percebe, porque estamos anestesiados e também acostumados com os chacoalhões. Tropeçar, cai e levantar é um processo tão comum que a gente só se dá conta dos hematomas depois, quando eles começam a roxear e, claro, a doer.

A dor só vem depois. Mas quando vem, entorpece.

Postado por Denise Lugli

PS: Se não me engano, o nome do texto da Martha Medeiros a que me refiro é “A pancada no dia seguinte”, mas não encontrei referências a ele na web. Se alguém souber o link, por favor, nos passe.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Normal ou Cavada ???


O texto relata como é realmente o procedimento de uma depilação, e como as mulheres se sentem ao deixar a perereca inteiramente bonitinha, higiênica e confortável.
É longo, mas hilário, vale a pena ler até o final !


"Tenta sim. Vai ficar lindo.

"Foi assim que decidi...

Por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha.

Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.

Mas acho que pentelho não pesa tanto assim.

Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.

Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria.

Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.


- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

- Vai depilar o quê?- Virilha.- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada.

Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.- Amanhã, às...

Deixa eu ver...13h?

- Ok. Marcado.


Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.

Assim que cheguei, Penélope estava esperando.

Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal.Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor.De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas.

Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas.Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Mas a Penélope mal olhou pra mim.
Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha.
Ali estavam os aparelhos de tortura.
Vi coisas estranhas.Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça.
Meu Deus, era O Albergue mesmo.

De repente ela vem com um barbante na mão.

Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?
- É... é, isso.Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia.

Mas confiei.

De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação.

E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem.
Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.Foi rápido e fatal.
Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca.Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto.
Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu.
Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.

Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa.
Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha".
Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou.
A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope.

Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia.Mas topei.

Quem está na maca tem que se lascar mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui.

Olha de perto.Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas.
Estavam bem perto dali.
Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo.

"Me leva daqui, Deus, me teletransporta".

Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?

- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada.Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida.

E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope.
Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.Tive vontade de chorar.

Eu não podia ver o que Pê via.
Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê.
Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena?
Nem minha ginecologista.
Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo.
O marido perguntaria:- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade.
Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks.
Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação.
Sei que ela deve ver mil cus por dia.
Aliás, isso até alivia minha situação.Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos?
E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento.

Pê puxou a cera.

Achei que a bunda tivesse ido toda embora.
Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali.
Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais.
Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.
Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez?

Virei e segurei novamente a bandinha.
E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos.
Era dor demais, vergonha demais.

Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito.
Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo.Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho?

Mas o choque foi substituído por uma total redenção.
Ela viu tudo, da perereca ao cu.O que seria baixar a calcinha?
E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a barbie grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança.

Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso.
Mas doía e incomodava demais.
Queria matar minhas amigas.
Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso.
Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.


Então rapazes, na próxima vez que verem uma ABIGAIL bonitinha por ai..
Parem, pensem, lembrem-se deste texto e CAPRICHEM!
É o minimo que vcs podem fazer pra retribuir.Ok?


(Autora Desconhecida)


Postado por Diana

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sobre os que vem e os que vão.


Terça-feira passada minha mãe chegou de uma longa viagem.

Pela primeira vez em sua vida, ela ficou trinta e um dias fora de casa.Também, pela primeira vez, ela fez uma viagem internacional.

Assim como, pela primeira vez largou todo mundo sozinho, seguiu sozinha e foi feliz, sozinha também. Com isso percebeu, pela primeira vez, que o mundo anda sem ela e que ela pode (e deve) andar pelo mundo.

Durante esses dias em que esteve fora, minha mãe conheceu várias cidades em Portugal e na Itália, e ainda deu tempo de ir até Londres. Uma experiência incrível pra ela.

Posso afirmar que pra mim também foi.

Pela primeira vez na vida me vi realmente sozinha. E isso não me abalou, mas sim, abriu novos horizontes diante dos meu olhos.

Sempre falei sobre o quanto não me dava bem com a minha mãe. Olhava pra ela e via a figura da Esfinge. Era isso que ela representava pra mim - um grande, frio e amedrontador símbolo. Costumava dizer que uma geladeira tinha mais emoções do que minha mãe.

Acontece que esse mês longe fez muito bem pra nós duas. Aliás, a própria mudança de casas já estava fazendo bem.

Eu senti saudades dela, por incrível que pareça... e disse isso algumas vezes, durante os telefonemas e as conversas no msn.

No último dia de sua viagem, enquanto acertávamos as questões de vôo, chegada aqui no Brasil, etc e tal, já que os horários haviam sido antecipados, soltei um "vem com Deus... eu te amo".

E ela riu. Riu e chorou.

Desliguei o telefone e cai um choro só. Estava realmente com saudades da minha mãe.

E olha que passei incólume (e órfã em pleno dias das mães) no domingo.

Pra fazer surpresa, fui até a casa dela e preparei um jantarzinho bem básico: arroz, feijão, lagarto recheado, salada de alface. Também comprei uma torta mousse de chocolate e flores, muitas flores em tons de roxo, rosa, lilás.

Quando ela entrou nos abraçamos muito mesmo, choramos e rimos. "Ai que saudades", falamos juntas, ao mesmo tempo.

Foi muito bom aquilo tudo.

Daí na quarta-feira, ainda pela manhã (e na ressaca da volta da minha mãe), recebo uma ligação do Zé (meu noivo) dizendo que a Leda (sua mãe) estava sendo internada. Meu coração partiu ali.

O fim está muito perto, pensei sozinha.

Pra quem não conhece ainda a história, a Leda sofre de câncer e luta arduamente uma batalha insana contra essa doença.

Mesmo com uma notícia dessas, tentei passar o dia me distraindo com outras coisas, fui novamente até a casa da minha mãe, mas o Zé chamou de novo e aí ouvi da minha mãe um "vai que ele precisa de você muito mais do que nós", se referindo ao Lucca e a ela mesma.

Saí de lá e fui direto para o hospital.

Confesso que nunca chorei tanto como fiz durante o trajeto até a avenida Paulista. Aliás, precisei me controlar para sair do estacionamento e entrar no hospital.

Não sabia como lidar com a perda, tão iminente...

Fiquei lá das 17h às 22h, e durante esse período, procurei ajudar em tudo, já que ela estava semi-consciente e muito agitada.

Revesávamos para não chorar dentro do quarto.

Embora já soubéssemos que o fim chegaria, nenhum de nós estava realmente preparado para assistir tanta dor, tanto sofrimento físico.

Também a abracei muito, acariciava seus cabelos, e dizia baixinho em seu ouvido orações espíritas.

Em determinado momento, agradeci em pensamento tudo o que ela havia me ensinado em termos de fé, resignação, força. Agradeci por acolher a mim e a meu filho durante todos esses anos em sua casa, por permitir que eu me relacionasse com o Zé e, finalmente, pedi para que fosse embora em paz.

No dia seguinte fui eu quem vai dormiu lá com ela, pra dar um descanso para o Zé.

Passei a noite inteira acordada, me levantando a cada suspiro, a cada gemido. Procurei cuidar e ajudar como pude, com todo o meu coração e amor.

Porque quando isso tudo acabar, e a Leda for embora de vez, terei outra missão, muito importante também.

Vou cuidar da minha mãe, que acabou de chegar para mim, sem a sua fantasia de Esfinge.

Precisei conhecer a Leda pra entender muitas coisas, e entre elas está o fato de que eu amo muito minha mãe.

"Amiga Querida, vá em paz. E mais uma vez, obrigada por tudo. Sempre!"

"Mãe, seja bem-vinda. Seu lugar está guardado dentro do meu coração há anos."


Postado por Andréa