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Mostrando postagens com marcador aniversário. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Uma década de amor.


Há exatos dez anos, nesse mesmo horário - 20h10 - eu estava sentindo o primeiro aviso de que meu filho estava chegando. Foi engraçado, assustador, dolorido. Não era a hora porque ainda faltavam, pelo menos, uns 25 dias para o parto.

Na hora entrei em pânico: liguei para a médica e ouvi para eu aguardar as próximas contrações e, se começassem a vir cada vez menos espaçadas, era pra eu correr para a maternidade.

E assim foi feito. Às 5h30 da manhã do dia 23 de fevereiro eu dei entrada no Santa Joana. Às 8h48 o Lucca nasceu de cesariana, com 36 semanas de uma gestação muito tumultuada. A começar pelo princípio da própria história. Engravidei de um moço que eu estava ficando havia três meses apenas.

Foi um susto, um baque. Um mix de revolta (com direito a pergunta "por que eu??), com tristeza, com muito medo. Tudo foi complicado desde o início - contar para meus pais, ter a "anuência" do pai da criança, encarar familiares, amigos e paqueras. Naquele momento achei que minha vida tinha acabado ali.

Até que aos dois meses começou a fase mais crítica do processo porque passei a ter sangramentos como se fossem menstruação. Na primeira situação corri para o hospital mais próximo da minha casa e entre um exame e outro, pude ouvir pela primeira vez o coraçãozinho dele batendo. Acreditem: ressucitei naquele momento e decidi que brigaria a todo custo pela chegada dele.

E assim o fiz, mesmo diante de todos os dissabores que foram aparecendo pelo caminho. E olha que não me faltou obstáculo! Desde dos meus pais que simplesmente não falavam direito comigo, amigos que viraram as costas, emprego que minguou porque era freela, e o próprio pai da criança que foi me largando aos poucos e ficando com outras meninas sem se importar se eu saberia ou não.

No dia 22 de fevereiro de 2000, eu e o pai dele brigamos feio porque ele tinha que comprar um berço bacana e acabou comprando uma prancha de surf nova. Quase tive um treco, afinal, já havia pintado sozinha todo o quartinho do Lucca, arrumado enfeites, colado estrelinhas no teto, arrumado roupinhas e todas as tranqueiras que um bebê podia precisar. Bem, depois da discussão, eu passei a ter contrações. O resto já contei aqui no início do texto.

E mesmo enfrentando tantas dificuldades nessa primeira década do meu filho (fiquei solteira, o pai dele o registrou mas nunca foi um pai de fato, enfrentei desemprego, fiquei doente, ele ficou doente, etc.) uma coisa me chamou atenção - essas malucas aqui do blog nunca nos deixaram sozinhos. Aliás, a Diana e a Juliana (carinhosamente apelidada de Mané pelo Lucca) estiveram presentes em momentos únicos.

Outras pessoas também fizeram a diferença ao longo desses 10 anos. Até mesmo o Zé fez a parte dele, mostrando que mais do que um pai, uma criança precisa de alguém em quem possa confiar. Adoro saber que eles são e serão grandes amigos. Sou eternamente grata a ele por dar ao Lucca o que lhe faltava.

Enfim, amanhã, quando ele abrir aqueles seus olhinhos verdes esmeralda, vou ter a certeza de que quem ganhou o presente fui eu. E foi o presente mais bonito de toda a minha vida.



Postado por Andréa (que se sente a mãe-solteira mais orgulhosa do mundo por ter um filho tão bacana como o Lucca)


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Parabéns para Mim!!!!


Hoje é dia do meu aniversário
Quisera eu reencontrar todos os meus amigos
Aqueles que passaram pela minha vida por um segundo
Mas também aqueles que conseguiram se eternizar.
Ou na vida
Ou no coração.

Hoje é dia do meu aniversário
Quisera eu reencontrar o meu pai
Que de presente me deixou a união eterna
A sua partida para uma nova vida
No ano 2007.

Hoje é dia do meu aniversário
Quisera eu voltar a ser criança
Resgatar a inocência de experimentar tudo:
Das relações aos riscos e
Resgatar a coragem de fazer, dizer e viver tudo que se tem vontade
Simplesmente por sentir vontade.

Hoje é dia do meu aniversário
Quisera eu voltar o tempo para ter nascido novamente,
Eu teria feito tudo de novo e teria a mesma família, os mesmos pais, o mesmo marido.
Os mesmos amigos e os mesmos filhos: Sophia e Lívia

Hoje é dia do meu aniversário
Quisera eu ter mais dois braços para abraçar-me
E dizer: "Como vale a pena ser você".

Na verdade meu aniversário foi ontem,mas mereço um texto para mim...rsrsrsrs

Postado por Gabriela (Autor desconhecido,com algumas modificações)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Meu "caso" com S. Pedro


Eu já estava com a ideia pronta na cabeça sobre o que escrever hoje, tinha até feito um esquema, mentalmente, sobre como eu destrincharia o texto. Mas o dia amanheceu como ainda está agora: nesta chuva absurda. E, nem por um minuto hoje, eu olhei pela janela e vi que a chuva tinha parado. E então eu confirmei o que já me perguntava há algum tempo: é verdade, São Pedro tem sérios problemas comigo.
É que, para quem não sabe, hoje é meu aniversário (eba!!! amo fazer aniversário!!). E, como acontece há 28 anos, está chovendo nesta data. Daí você deve se perguntar: como ela sabe que estava chovendo há 28 anos, se tinha acabado de nascer? E eu te respondo: histórias que a vida conta, meu caro...
Diz minha mãe que, na terça-feira, dia 22 de setembro de 1981, ela estava na casa da minha avó quando sentiu que a bolsa estourou. Depois da correria com a única filha mulher da minha avó e primeiro neto que estava a caminho, conseguiram se organizar e levá-la para o hospital. Mas que a dificuldade aumentou ainda mais porque fazia um tempinho pra lá de chato neste dia, com uma garoa e muito frio. Eis que eu não quis nascer neste dia, enrolei a noite toda e resolvi nascer só no dia seguinte, às 7h30 da manhã, ainda de parto cesárea – o que foi um espanto para minha mãe na época. E, neste dia 23 de setembro, que marca o início da primavera, estava chovendo muito. Até pedrinhas, diz o meu pai. E foi sob esta chuva torrencial que eu nasci e é sob esta chuva que venho comemorando meus aniversários desde então.
Lembro de uma festa que minha mãe fez pra mim, nos meus 7 anos. A festinha foi na casa da minha avó, onde morávamos, e tinha um quintal enorme no fundo, onde todos os meus amigos e eu queríamos brincar e dançar com o meu novo presente: o disco da novela “Carrossel”... (ai meu Deus!!!) A ideia era todo mundo dar as mãos e pular dos banquinhos quando a música tocasse: “embarque neste carrossel...”. Mas ninguém conseguiu aproveitar a festa, que foi frustante, com todo mundo dentro de casa, na sala, ouvindo o disco, porque lá fora, S. Pedro não dava trégua. Fiquei traumatizada...
Bons anos depois, quando eu tava planejando meu casamento, disse que gostaria de casar no frio, pra maquiagem não ficar derretendo, não sair suada nas fotos, enfim, porque no inverno as pessoas ficam mais bonitas. Acontece que eu marquei meu casamento pra outubro e, óbvio, tava calor. Um dia antes do meu casamento foi tido como o dia mais quente daquele ano, pra você ter uma ideia. Então você me diz: se estava todo este calor, não choveu no seu casamento né? E eu te respondo: resposta errada!
Dia 14 de outubro de 2005 choveu. Choveu muito. Claro que não choveu durante o dia. Começou chover às 19h00, quando eu estava saindo do meu dia da noiva para ir pra igreja. Eu não tenho fotos entrando no carro alugado – e carésimo – porque não dava pra tirar foto da noiva correndo, tentando entrar no carro com o guarda-chuva. E também não tenho foto saindo do carro, na porta da igreja, porque os seguranças tiveram que me ajudar a sair do carro, com seus enormes guardas-chuva, para não molhar meu vestido e estragar meu cabelo. Eu entrei na igreja ao som da marcha nupcial e trovoadas.
Outros anos depois, quando meu filho nasceu, nem preciso dizer... Fui pra maternidade sob garoa e saí, 3 dias depois, embaixo de chuva. E no primeiro aniversário dele todo mundo chegou atrasado porque estava chovendo. No segundo, nem comento... plena sexta-feira na cidade de São Paulo, sob chuva forte.
Dizem por aí que chuva significa sorte. Em quê, eu não sei, mas dizem que é sorte. Espero que seja mesmo, porque senão, vou começar a bater um papo com São Pedro, pra ver quais são seus problemas comigo.
O que eu sei é que hoje estou comemorando mais um aniversário embaixo de chuva e com frio. Mas estou feliz porque estou aqui, ao lado das pessoas que eu realmente amo, podendo dividir este texto e minhas histórias, recebendo os parabéns e o carinho dos amigos que eu sei, são verdadeiros. Taí, acho que descobri qual é a minha sorte: poder comemorar mais um ano de vida com tantas amizades tão verdadeiras.
E que venha a chuva!

Postado por Denise (A foto acima foi tirada às 11h30 de hoje, quando eu estava tentando enxergar alguma coisa, enquanto buscava meu filho na escola).

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Parabéns SOPHIA!!!!


Hoje escreverei em homenagem a pessoa mais importante da minha vida SOPHIA... Tudo bem com uma semana de atraso,mas vale a intenção.
No dia 25 de Agosto, a Sophia fez 4 anos. Fiquei lembrando desde de quando fiquei sabendo que estava grávida, na verdade todos falam que sabe quando ficou grávida mas comigo não foi assim.

Tudo começou de um relacionamento de 4 anos na época, estava até um pouco desgastado. Não sabia se realmente teria futuro,apesar de amá-lo demais.Aí no começo de Dezembro fizemos um cruzeiro,foi tudo mágico,parecia que estávamos resgatando o que estava perdido em nós,fiquei falando que esta viagem mudaria as nossas vidas.Foram 3 dias de pelo romantismo.

Aí no começo de Janeiro tive que fazer uns exames e descobri que estava grávida... Percebi que a minha vida mudou naquele momento, que não era mais sozinha na vida e comecei a amar aquele serzinho que nem sabia o que era,foi tudo perfeito....Cada mês tinha uma sensação diferente e vibrava cm isto...

Quando chegou o dia 25 tudo tinha mudado na minha vida, estava casada, com 28 Kg a mais... Logo na manhã fomos tomar café da manhã em um hotel,por que depois não poderia comer mais nada.Tive forças para ir ao cabeleireiro fazer,os pés,as unhas da mãos e a escova básica...Acha que eu deixaria a minha filha ter minha primeira visão sem escove,seria um trauma pelo resto da vida dela,cm certeza voltaria para minha barriga...

Fomos à carreata para maternidade, estavam todos os amigos do Bob, meus amigos a minha família inteira e a dele... Foi a maior festa....Nunca chorei tanto na minha vida de felicidade,ela era a bebezinha mais linda que já tinha conhecido..
Ela é o meu centro de tudo. Falo para todos que conheço que a mulher tem que ser mãe uma vez na vida,realmente só assim saberá o que é amar incondicionalmente...
A minha vida é acordar e viver para minhas filhas (desculpa Livinha, mas hoje a mamãe está falando só da Fifia)... rsrsrs,a mãe também te ama...

Fifia... Parabéns!!! Obrigada por você aparecer na minha vida e deixar tudo colorido... Mamãe,te ama muito!!!

Postado por Gabriela (parei de escrever, pois, não paro de chorar)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Feliz Aniversário!


Há exatos três anos eu estava, nesta hora, babando por uma criaturinha que mal abria os olhos e que mexia muito os bracinhos e as pernas. Era bem cabeludo e, juro, não tinha o rosto enrugado. Eu lembro que o peguei no colo assim que ele foi para o quarto e babava junto com toda a família ao redor daquela coisinha que conseguia ser tão linda e tão frágil ao mesmo tempo. Era o bebê mais aguardado do mundo porque, para mim, ele não era apenas o meu primeiro sobrinho que estava nascendo, mas também, meu afilhado, que cresceria conosco e que seria criado junto com meu filho, que nasceria cinco meses depois.
E hoje, quando meu sobrinho Gabriel está completando três aninhos, eu percebo como o tempo está passando rápido. Lembro dele mamando, dele dormindo no carrinho, no berço. De ele aprendendo a sentar, depois a ficar de barriga para baixo e levantar o pescocinho. Sempre muito simpático e risonho. Os seus cachinhos de anjo, que emolduravam aquele rostinho redondo e bochechudo. E aqueles pés de bisnaguinha? Era olhar e ter vontade de morder! Lembro dele correndo pela casa com o andador, do tombo que ele levou na casa da minha mãe, do rosto que conseguiu ficar ainda mais fofo quando ele teve catapora. Lembro do dia em que ele veio bem cedinho pra minha casa e dormiu na cama comigo e com o Lê, que depois o levou para a escola.
E também me lembro da noite em que jantamos todos juntos, na sua última noite morando em São Paulo. Há pouco mais de 1 ano, meus cunhados mudaram para Brasília, em busca de uma vida com mais qualidade. Embora eu dê o maior apoio para esta decisão, não posso mentir que morro de saudades e gostaria que eles ainda estivessem aqui. Dói demais acompanhar o crescimento do meu sobrinho por telefone e internet. Dói não tê-los por perto. Dói perceber que o tempo está passando rápido e que todos nós estamos vivendo momentos que seriam ótimos se pudéssemos compartilhar todos juntos.
E é em busca de mais um destes momentos que a gente tanto sente saudade, que estamos indo para Brasília nesta sexta-feira. Vamos comemorar o aniversário do meu gatinho, como fizemos no ano passado. A última vez que nos vimos foi no Natal e confesso que já está difícil falar com ele ao telefone e não chorar de tanta saudade. A viagem vai ser curta, mas vai valer a pena, tenho certeza. Vai aproximar dois primos que se adoram mesmo se vendo tão pouco, três irmãos que sentem muita falta um do outro, os avós que ficam de coração apertado e três cunhadas que são praticamente três irmãs. Quando eu começo a pensar em tudo o que vamos passar nestes dias, seja jogando qualquer um dos nossos jogos até de madrugada, batendo papo, saindo ou simplesmente vendo TV juntos, eu acredito que a vida vale a pena. Porque este amor “de graça” é a melhor coisa do mundo. E ao meu sobrinho-afilhado Gabriel, todo o meu amor, minha saudade, meu carinho. Espero que ele saiba que eu o amo como amo o meu filho e que estarei sempre aqui para ele, aconteça o que for, seja aonde for. Minhas preces para que Deus continue dando saúde e iluminando aquele rostinho tão especial, que trouxe ainda mais alegria à nossa vida. Feliz aniversário, meu anjo!


Postado por Denise