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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Coisas da vida


E cá estou eu, numa nova empreitada. Mais uma, neste ano cheio de mudanças e novidades. E então, nesta segunda, às 7h da manhã, lá estava eu, em frente a uma nova escola, com 6 diários de classe na mão, que, juntos, somam 104 nomes.
Durante todo o fim de semana em que fiquei estudando cada um destes diários, lendo suas provas e os avaliando por números eu não tinha me dado conta do tamanho da responsabilidade que tinha em mãos. Não como professora, mas como a pessoa que estaria à frente desta turma e que por, pelo menos 50 minutos, teria que fazer com que eles prestassem atenção em mim.
Então, retomando, lá estava eu, segunda, às 7h da manhã, com um monte de livros, pastas, apostilas e diários, travada, na porta da escola.
Eu olhava para aquele monte de alunos entrando, pais se despedindo, peruas chegando, turminha fazendo bagunça, se comprimentando e travei. Gelei. O meu papel era outro: eu estava acostumada com o outro lado. Era eu quem deixava meu filho na porta da escola. Agora, eu fazia parte dela.
Foi então que uma mão encostou em mim, no meu ombro e disse: “bom dia professora, seja bem-vinda!” Era o meu coordenador, que me viu ali na frente e deve ter sentido a tensão e foi me salvar. Aquilo me tirou um peso das costas e assim, eu entrei.
É cedo para avaliar, mas parece que estou indo bem. Certeza de algo eu tenho: achei o meu caminho. Mas agora minha preocupação é outra: é levar, a estas 104 pessoas (que não são só nomes e números) o amor pelos livros, pelas letras, pelo nosso idioma. Formar cidadãos com discernimento para ler e compreender qualquer coisa que lhes caia em mãos, que escrevam com qualidade e, óbvio, que saiam da minha aula com a educação que só uma boa professora pode oferecer.

Há um longo caminho a ser trilhado. E eu estou ansiosa por percorrê-lo.

O primeiro passo eu dei, na segunda, às 7h da manhã...

Postado por Professora Denise

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mamãe, cadê o espermatozóide ????



Este é um assunto que esta cada vez me intrigando mais, afinal, não se fala em outra coisa. A Inglaterra começará com a aula de educação sexual a partir de 7 anos.

Quando escutei, fiquei pensando muito sobre este assunto, fiquei olhando para minha filha que tem quatro anos quatro meio e pensei o que seria a minha filha ter suas aulas de educação sexual.

Uma criança de 7 anos deve aprender na escola como são formados os óvulos e os espermatozóides? O que é orgasmo?

E mais do que isso: nessa idade, ela pode receber informações sobre abuso sexual, emocional e violência doméstica?

Os objetivos são evitar o abuso sexual infantil e diminuir o índice de gravidez na adolescência.

Sinceramente, não estou de acordo. Cadê a inocência das crianças?

Claro que as escolas têm que dar uma orientação sexual, mas precisa ser tão cedo, que nesta idade a criança não tem uma opinião, não tem maturidade para abordar um assunto deste.

Na minha época,quando tinha 7 anos brincava de casinha com bonecas,tinha amiguinho, claro, mas sempre na maior inocência, ninguém sem malicia. E gostaria que a minha filha fosse assim nesta idade,brincando de casinha com bonecas,sem ficar pensando que para o bebê nascer tem que ter relação sexual.

No Brasil, estados e municípios podem incluir aulas de educação sexual a partir da quarta série do Ensino Fundamental, quando a criança tem por volta dos dez anos de idade.

O Governo Federal tem um programa para adolescentes e jovens dos 13 aos 24 anos. Os alunos aprendem e discutem temas como: prevenção de doenças sexualmente transmissíveis; gravidez na adolescência; diversidade sexual; e reprodução. Dois terços das escolas públicas brasileiras adotam esse programa.

Segundo o governo, as campanhas ajudam a explicar a queda nos números da gravidez de meninas e adolescentes.

Gostaria de uma saber qual é sua opinião para este assunto.Você concorda da criança aprender educação sexual a partir dos 7 anos?

Até a próxima pessoal....

Postado por Gabriela

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um tapinha dói sim. E muito.



Que atire a primeira pedra a pessoa que nunca pensou: “ah, se fosse meu filho!”, quando viu uma criança fazendo escândalo em um local público. Porque a culpa é sempre dos pais, claro. Eles que não sabem conter a criança, eles que não se preocupam em educar e que, óbvio, não sentem vergonha de ver seus filhos ali, rolando no chão e pedindo por algo.
Eu pensei assim a minha vida inteira. Até ter o meu filho. Aliás, até o meu filho começar crescer e achar que tem decisões próprias. No alto dos seus dois anos e meio, vejo meu filho crescer e pedir pelas coisas que deseja e rejeitar, com veemência, quando não quer algo.
Há algum tempo achei que podia ir com o meu filho a uma grande loja de comércio popular. Íamos escolher um presente para o meu sobrinho e comprar uma lembrancinha para ele, se ele se comportasse. De acordo, entramos na loja. Eu juro por Deus que, em 10 minutos, minha vida virou um inferno. Primeiro, porque ele queria todos os brinquedos ao mesmo tempo. Segundo, porque ele não me escutava. Terceiro, porque ele começou a correr por toda a loja. E quarto, porque quando eu consegui segurá-lo, ele começou a berrar. Eu já não sabia mais o que fazer. Sentia todos os olhos da loja em cima de mim. Para não dar escândalo e tentar fazê-lo ficar quieto, cedi à sua vontade e deixei segurá-lo um brinquedo que ele queria, mesmo que na hora, no caixa, eu não levasse. Acontece que ele não queria ficar no meu colo. Ele queria andar e descobrir a loja. Hoje consigo pensar que ele estava em um mundo de maravilhas, claro, mas na hora eu só pensava: “eu vou matar este moleque!”.
Depois de um enorme corre-corre, ele entrou em um vão em que eu não cabia. E neste vão tinha uma pilha – isso mesmo, uma pilha – de carrinhos e caminhões. E o meu filho, claro, puxou um para ele. O que ele alcançava. O de baixo. Quando eu ouvi o barulho, não acreditei. Ele, assustado, saiu correndo do vão. Foi quando eu o peguei e apertei seu braço. E, com raiva, dei um tapa no bumbum. E falava, baixo, mas com raiva: “fica quieto e não chora, olha o que você fez!”. E ele, em alto e bom som, dizia: “mãe, você tá machucando eu”. Bom, não vou discorrer mais sobre este dia, porque o que veio depois é imaginável. Mais olhares em cima de mim, a vontade louca de sair da loja, a raiva, o stress.
Passado este episódio, alguns parecidos aconteceram novamente. Nada comparável, graças a Deus, mas as mesmas fugas nos corredores dos supermercados, lojas, etc. E, recentemente, ele fugiu de mim em uma loja e saiu correndo para a rua. O meu desespero foi tão grande que, ao sair correndo atrás dele, comecei pensar mil besteiras que poderiam acontecer com ele se eu não o alcançasse. Incrível como uma criança de dois anos é ágil! Quando eu o peguei, ele vira pra mim, com a maior cara de sapeca e diz: “agora é a minha vez de pegar a mamãe!”
Acontece que, mais uma vez, na hora da raiva, eu apertei seus braços, num impulso vão de fazê-lo ficar ali, perto de mim. Nestas horas eu esqueço que ele é quase um bebê e que estas atitudes não fazem nada, além de machucá-lo.
E aí, me bate uma culpa absurda. E dói muito mais em mim tudo o que eu fiz. Eu acredito que tapa não educa, machuca. Mas, na hora da raiva, ele parece ser uma opção para fazer a criança, pelo menos, parar! Já me vi abraçando meu filho e pedindo desculpas e ele, sem entender nada, me olhando e me abraçando.
Eu quero fazer direito, acertar, ser uma mãe que sabe educar uma criança. Eu tento, eu converso, eu explico e faço cara de brava quando é preciso. Mas não é sempre que tenho resultados e, muitas vezes, ele age por vontade própria. É nestas horas que eu lembro da minha mãe dizendo: “quanto mais os filhos crescem, mais difícil fica criar”. Tenho medo de não estar conseguindo educar meu filho e de estar agindo errado quando digo não ou sim para as coisas. Uma coisa eu aprendi: um tapa nele dói como se fossem dez em mim. E por causa disso vou fazer tudo o que eu puder para que este seja o último recurso a qual eu tenha que recorrer.




Postado por Denise