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terça-feira, 11 de maio de 2010

A Vida é feita de Escolhas....


......E o amor é uma delas.


Acredito piamente que a vida de cada um de nós é composta por uma sucessão ininterrupta de escolhas. Fazemos escolhas todo tempo, desde as mais simples e “automáticas”, até as mais complexas, elaboradas e planejadas. Quanto mais maduros e conscientes nos tornamos, melhores e mais acertadas são as nossas escolhas.
Assim também é com o amor. Podemos escolher entre amar e não amar. Afinal de contas, o amor é um risco, um grande e incontrolável risco. Incontrolável porque jamais poderemos obter garantias ou certezas em relação ao que sentimos e muito menos ao que sentem por nós. E grande porque o amor é um sentimento intenso, profundo e, portanto, o risco de sofrermos se torna obviamente maior!
Por isso mesmo, admiro e procuro aprender, a cada dia, com os corajosos, aqueles que se arriscam a amar e apostam o melhor de si num relacionamento, apesar das possíveis perdas. Descubro que o amor é um dom que deve vir acompanhado de coragem, determinação e ética.
Não basta desejarmos estar ao lado de alguém, precisamos merecer. Precisamos exercitar nossa honestidade e superar nossos instintos mais primitivos. É num relacionamento íntimo e baseado num sentimento tão complexo quanto o amor que temos a oportunidade de averiguar nossa maturidade.
Quanto conseguimos ser verdadeiros com o outro e com a gente mesmo sem desrespeitar a pessoa amada? Quanto conseguimos nos colocar no lugar dela e perceber a dimensão da sua dor? Quanto somos capazes de resistir aos nossos impulsos em nome de algo superior, mais importante e mais maduro?
Amar é, definitivamente, uma escolha que pede responsabilidade. É verdade que todos nós cometemos erros. Mas quando o amor é o elo que une duas pessoas, independentemente de compatibilidade sanguínea, família ou obrigações sociais, é preciso tomar muito cuidado, levar muito o outro em conta para evitar estragos permanentes, quebras dolorosas demais.
O fato é que todos nós nos questionamos, em muitos momentos, se realmente vale a pena correr tantos riscos. Sim, porque toda pessoa que ama corre o risco de perder a pessoa amada, de não ser correspondida, de ser traída, de ser enganada, enfim, de sofrer mais do que imagina que poderia suportar. Então, apenas os fortes escolhem amar!
Não são os medos que mudam, mas as atitudes que cada um toma perante os medos. Novamente voltamos ao ponto: a vida é feita de escolhas. Todos nós podemos mentir, trair, enganar e ferir o outro. Mas também todos nós podemos não mentir, não trair, não enganar e não ferir o outro.
Cada qual com o seu melhor, nas suas possibilidades e na sua maturidade, consciente ou não de seus objetivos, faz as suas próprias escolhas. E depois, arca com as inevitáveis conseqüências destas.
Sugiro que você se empenhe em ser forte a fim de poder usufruir os ganhos do amor e, sobretudo, evitar as dolorosas perdas. Mas se perceber que ainda não está pronto, seja honesto, seja humilde e ao invés de jogar no chão um coração que está em suas mãos, apenas deixe-o, apenas admita que não está conseguindo retribuir, compartilhar…
E então você, talvez, consiga compreender de fato a frase escrita por Antoine de Saint Exupéry, em seu best seller O Pequeno Príncipe: “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”.
Porque muito mais difícil do que ficar ao lado de alguém para sempre é ficar por inteiro, é fazer com que seja absolutamente verdadeiro… ou então partir, inteira e verdadeiramente também! E é exatamente isso que significa sermos responsáveis por aquilo que cativamos…

Texto de Rosana Braga


Postado por Diana

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma Decisão Importante


Este será o ano de muitas mudanças em minha vida. Algumas começaram no ano passado, outras estão em andamento para agora, mas todas elas são consequências das minhas decisões de seguir um novo caminho, como eu comentei aqui no ano passado.
Além dos projetos de mudar de casa, arrumar um novo emprego, estudar mais e aperfeiçoar o segundo idioma, está a decisão que é, sem dúvida, a mais importante: ter outro filho. Quando engravidei do Vinícius eu estava casada há seis meses e não foi planejado, embora, depois que soubemos que estávamos grávidos, foi muito desejado. Desde seus primeiros meses de vida eu tive certeza de que aquela era a melhor experiência que eu estava tendo, em toda a minha vida. A maternidade me despertou tantos sentidos e tantas vontades que eu nunca pensei em ter apenas um filho. E parece meio hipócrita, mas é verdade que eu nunca duvidei disso nem nas noites insones ou durante as crises de manha. O cansaço bate, é claro, mas o desejo continua. E esta vontade de dar um irmão para o meu filho é algo que venho cultivando desde meados do ano passado, quando, acredito eu, começou ser um bom período para pensar em ter outro neném em casa, já que o Vinícius acabou de completar três anos.
Acontece que, diante desta possibilidade de poder planejar e curtir a gravidez - que o meu trabalho como jornalista não me permitia - eu fico me perguntando como eu continuarei sendo mãe do Vini. Entenda: eu sou filha única, nunca vivi um relacionamento de pais com irmãos, eu não sei bem como isso vai funcionar. Eu tenho medo de não ser suficiente para o meu filho ou então, de não atender todas as necessidades de um recém-nascido. Me aparecem perguntas como: eu vou conseguir amar tanto uma outra pessoa como eu já amo o Vinícius? Eu vou ter condições psicológicas de ser uma boa mãe para duas crianças? Como eu vou fazer para que os dois entendam que são importantes para mim, sem magoar ou deixar outro de lado? Mais do que isso: eu vou conseguir cuidar de um recém-nascido sem deixar o outro de lado?
E então, em meio a todas estas perguntas, surge a dúvida: eu tenho capacidade para ser mãe de novo? Porque, me parece, que uma pessoa habilitada não ficaria se martirizando com estas dúvidas.
Eu quero, mais do que tudo, ter uma família grande, com filhos em volta da mesa, férias, Natais. Tudo aquilo que minha imensa família de solteira – eu e minha mãe – não tivemos. Mas, diante de tantas dúvidas fica o medo de fracassar. Tenho um medo enorme de decepcionar o meu filho, de não conseguir ser a mãe que eu estou sendo para ele. Tenho medo de amar diferente o neném que vai nascer, porque, me repetindo, não entendo como vou conseguir amar os dois do mesmo jeito.
Assim, diante desta decisão importante e tão mágica, eu travo e repenso. Até o fim do ano passado a ideia era engravidar no começo deste ano. Já adiei este plano para o segundo semestre. E confesso, tenho medo de continuar adiando e ser muito tarde para recomeçar.
Não adianta: por mais que eu pense em toda esta situação, só me vem uma coisa à cabeça: ser mãe é sentir culpa. É errar tentando acertar. É acertar por amor. É fazer concessões. E é estar diante do amor mais incondicional do mundo.
Tenho muito o que decidir ainda, eu sei. Temos muito o que conversar. Mas, por mais irresponsável que seja, ter uma gravidez não planejada me pareceu uma decisão bem mais fácil.


Postado por Denise Lugli