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terça-feira, 5 de maio de 2009

Por amor aos Animais

Já faz algum tempo que tenho uma vontade enorme de me tornar vegetariana, porque amo os animais e seu o quanto é grande o sofrimento de alguns deles de morrer para nos satisfazer.
Alguns dizem que isso é besteira que necessitamos da proteína da carne em nosso organismo, etc e tal, mas acho que posso procurar outras maneiras para me saciar sem causar tanto sofrimento.

Um fato um tanto quanto estranho aconteceu a uns 2 meses atrás, quando fui nessas “fazendinhas” levar algumas crianças de um abrigo, um local para ficar em contato com a natureza e os animais.
Depois de passear bastante, enfim fomos almoçar na fazendinha mesmo e para minha surpresa foram servidas muita carne, um churrasco completo !
Naquele momento vi como tudo é irônico e comentei com as pessoas que estavam comigo a mesa.
“Nós, viemos aqui, apresentar a natureza para as crianças, mostrar a elas a vaquinha, o porquinho, a galinha, etc.... E de repente me deparo com aquela cena, nós, devorando todos aqueles “bichinhos” que acabamos de ver“ servidos em um churrasco”
Realmente seria cômico se não fosse trágico.

Não tenho o cachorro que sempre quis e sempre achei bonito os pássaros, porem nunca liguei e nem me interessei muito sobre eles, porque sempre achei que fossem animais no qual você não consegue interagir, até que me provaram o contrário.
Meu irmão Marcelo, comprou uma calopsita que demos o nome de Lola e juro que só vendo mesmo para acreditar, porque ela é um cachorro reencarnado em um passarinho rsrsrs, tem todas as características de um cachorro e um pouco de nos humanos também, primeiro porque ela não voa e sim anda, rouba comida do prato, gosta de arroz, de macarrão rs.

Não é preciso ter um bichinho para amar os animais, até a pouco tempo não tinha nenhum, mesmo assim meu amor pelos bichos sempre foi imenso.
Gostaria de ajudar mais animais de rua que passam por tantas necessidados, tanto sofrimento, porem tenho minhas limitações, mas o pouco que puder fazer, farei com certeza !

Quer amor mais puro do que de um bicho ? É a coisa mais maravilhosa você chegar em casa depois de um dia estressante e ver aquele amor tão puro, aquele seu bichinho de estimação demostrando felicidade de te ver, com certeza seu estress vai embora em um segundo.

Agora quero falar das diversas culturas que existem em relação aos animais.
Nós Brasileiros comemos carne de vaca, na Índia a vaca é sagrada, então acredito que eles pensem que somos seres abomináveis e tem todo o direito de pensar desta forma.
Mas existe um povo de um País chamado China, sinceramente quem os abomina sou eu, mas por uma razão específica.
A um tempo ficava horrorizada de imaginar eles comendo cachorros, gatos, bichinhos que para nós são de estimação, assim como a vaca na Índia.
Porem existe uma grande diferença, eles são extremamente maldosos e matam os animais com a maior crueldade possível. Será que sentem prazer em fazer algo tão terrível ?
Não estou falando em vão, já vi diversos vídeos, fotos que mostram como são pessoas cruéis e sem coração.

Para quem sempre foi carnívora como eu, deixar de ser e se tornar vegetariana da noite para o dia é algo extremamente difícil, mas juro que pelo amor que tenho aos animais, vou fazer um esforço imenso para conseguir esse objetivo. E como disse Madre Teresa de Calcutá “Sabemos que o que fazemos não é mais do que uma gota no oceano, mas se essa gota não estiver no oceano fará lá falta”

"Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles." (Philip Ochoa).

Postado por Diana

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Para uma Menina com uma Flor.


Porque talvez eu seja uma menina com uma flor (desabrochando em meu peito), eu amo tanto esse texto do Vinícius.
Porque talvez eu seja uma menina com uma flor (no caso duas, tatuadas no meu ombro direito), eu queira oferecer ao mundo meu melhor sorriso.
Porque talvez eu seja uma menina com uma flor (várias, na verdade) em minha alma, eu esteja sentindo tanto a falta de alguém importante.
Porque talvez eu seja uma menina com uma flor (vermelha, de paixão), eu sonhe com alguém recitando "Minha Namorada" para mim.
Porque talvez eu seja uma menina com uma flor (prestes a ser entregue a você), eu torça tanto para que seu jardim floresça rapido e eu possa, finalmente, criar raízes em seu terreno.
E porque talvez eu seja uma menina com uma flor, eu desejo tanto coisas que ainda nem vivi, mas que provavelmente saiba de cor (aquilo que minha intuição aponta) a alegria dos caminhos que virão.


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Para Uma Menina Com Uma Flor

(Vinicius de Moraes)


Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.
E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras.
E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.
E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando.
E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.
E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.
E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.


Postado por Andréa

sábado, 2 de maio de 2009

Cisne e Gina.


Procurei rever de onde alimento tanta adoração pelo casamento. Abrir a carne e encontrar a fratura sentimental. Reerguer a roldana do poço e espiar o fundo do balde.

Há um romantismo ingênuo que tenho que sufocar para não ficar doentio (perfume caro torna-se barato se usado em excesso).

Prendo minha mão para não desenhar corações nas planilhas do Excel. Distancio-me da tevê quando é transmitido Miss Universo. Não posso passar rapidamente por reprise de filmes como Love Story. Se alguém chora ao meu lado, empresto os olhos mais do que o lenço.

Sou um completo imbecil. Partidário de que água tem cheiro e sabor. Quanto mais simples, mais verdadeiro.

Não serei inteligente no meu tempo cético e pessimista, em que casar é comprar um pacote turístico com direito a hotel, transporte, guia e crachá. E a separação é simplesmente voltar da viagem e desfazer as malas.

Surjo inexperiente diante do alerta ácido dos meus amigos. Casar sempre foi para mim pagar prestações da residência até envelhecer. O que se pode pagar à vista não tem graça.

De onde, afinal, veio esse distúrbio?

Distúrbio, claro, eu me vejo como um doente, minha carência é maior do que a satisfação. Nunca joguei para longe um besouro de minha gola. Com aquela soberba de escova e um horror implícito de caspa. Deduzindo que ele me incomodava (pelo contrário, pensava que o incomodava).

Botava delicadamente o bichinho de volta ao muro com a ponta das unhas. Deseja algo mais frágil? Assistindo ao espetáculo, meus tios me chamavam de maricona.

Mas não fui um guri de hábitos esquisitos. Não me animava a parar por mais de alguns minutos numa vitrine de noivas. Não vesti roupa da irmã. Não brincava de boneca, muito menos andava de carrinho com bebês no pátio. Não contei com nenhum desvio dos padrões de menino. Suava, raspava o couro, vivia sujo, cuspia, mijava em paredes no apuro do corpo.

Neste domingo, numa mesa rústica de restaurante, distraído ao mudar obsessivamente de lugar a gôndola do vinagre, azeite e sal, decifrei a origem de meu fanatismo.

Lembrei, lembrei, lembrei.

Enquanto meus irmãos devoravam seus pratos e ciscavam as panelas, para não perder o apetite com outras tarefas, encenava uma peça com a cortina do guardanapo. Desligado da pressa da comida.

Casava o bonequinho do Sal Cisne e Gina do palito de dentes. Ia ao restaurante somente para prosseguir a fantasia. Era meu par perfeito. Ambos com um riso bobão de apaixonados. Ele, gordinho e baixinho; ela, alta e loira.

Cisne retirava o boné azul com aproximação de Gina. Diálogos feitos de um receio educado. Gina não podia permanecer muito tempo na praça da salada porque seus pais logo voltariam da missa. Os dois sentavam nas curvas do garfo, balançando os pés do vento. E, principalmente, olhando para frente.

Eu confio, ainda confio que amar é quando o casal olha para frente. Despistando o nervosismo de suas mãos enlaçadas.



Fabrício Carpinejar

(http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

"É Proibido..."



"É proibido chorar sem aprender,

Levantar-se um dia sem saber o que fazer

Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas

Não lutar pelo que se quer,

Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor

Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos

Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,

Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,

Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,

Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,

Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos sedesencontraram,

Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,

Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,

Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,

Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,

Não pensar que podemos ser melhores,

Não sentir que sem você este mundo não seria igual."

Pablo Neruda
postado por Melissa

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A nossa história.


Esse blog nasceu no dia 21 de março deste ano, na minha casa, durante um almoço de "confraternização" entre todas nós. Papo vai, Lambrusco vem, e tivemos a ideia de criar um espaço para unir ainda mais seis mulheres tão diferentes.

Nossa amizade tem uma década e meia de existência e, antes todas nós saíamos juntas para baladas, viagens, passeios, cinemas. Acontece que eu tive o Lucca, a Gabi casou e já têm duas meninas lindas, a Melissa tem sua princesinha e a Denise, seu príncipe. E isso fez com que não pudéssemos mais sair sozinhas para curtir. Resumo: agora promovemos encontros durante o dia, com filhos e tudo mais para aproveitarmos a ocasião.

E o encontro de março resultou nesse blog, o De Salto Alto e Batom, que é um retrato fiel do que somos. Aliás, como toda mulher do século XXI, nós somos e fazemos de tudo, sempre mantendo o equilíbrio do salto alto e a feminilidade do batom.

E para vocês conhecerem um pouco mais, aí vai um resuminho de todas nós:

Mãe solteira, mãe do Lucca. Essa é a Andréa, que também é jornalista free-lancer. E, entre uma ida e outra à escola do Lucca para buscá-lo, consegue ainda fazer artesanato, cuidar da casa, cozinhar, falar com as amigas e namorar um pouquinho. Porque, afinal, ninguém é de ferro!

Denise é jornalista e trabalha como assessora de imprensa. Aos quase 28 anos, também é a esposa do Lê, mãe do Vini e filha única. Nas horas vagas, gosta de bordar ponto cruz e fazer palavras cruzadas. Como boa libriana, tem uma dificuldade enorme em fazer escolhas e é uma legítima sonhadora. Também adora um cabelo liso!

Diana é formada e Propaganda & Marketing, mas não exerce a profissão e trabalha na área administrativa de uma empresa no ramo da construção civil. Solteira, está sempre buscando novos rumos pois, mesmo tendo 32 anos, ainda não se encontrou profissionalmente e acredita que nunca é tarde para isso. Nos tempos disponíveis adora viajar, sair com os amigos, estar com a família, ouvir música, assistir seriados e tem um novo hobby no qual está se especializando, a gastronomia.

Casada com o Bob, e mãe de duas filhas maravilhosas – Sophia e Lívia – Gabi é formada em economia, só que desde nascimento da Sophia não exerce mais a profissão, ficando exclusivamente com as meninas. Ama cuidar da casa, do marido e principalmente das filhas.
Tem uma loja virtual de cosméticos porque não abre mão da sua independência. Gosta de viajar e sair para se divertir em família.

Juliana é formada em Moda, trabalha na área comercial de uma importadora de tecidos, já morou em Londres e, apesar de ter feito 30 anos há pouco, esta amando essa fase de sua vida e descobrindo agora o espaço que tem no Universo. Alto astral, leve, divertida e muito espirituosa.
Solteira, gosta de curtir a vida, porém aguardando encontrar o seu Mr. Right.

Melissa é formada e trabalha com Moda. Casada e mãe de uma linda menina, a Mafê, já morou fora, mas reconhece que São Paulo é o seu lugar, “o melhor lugar do mundo”! Além da moda tem vários outros interesses, entre eles, a musica.Porém, só agora com 31 anos é que resolveu tocar um instrumento: começou suas aulas de bateria pra valer....Logo mais, quem sabe, forme uma banda.

E é exatamente este grupo de mulheres modernas, com diferentes realidades, mas com muito em comum, que vem debatendo e expondo aqui suas rotinas, e o dia a dia desta selva cor de rosa em que vivem.
Mesmo tendo diferentes realidades, temos algo que sempre nos levou em uma mesma direção: nossa maravilhosa amizade que, no dia da criação deste blog, mereceu um lindo brinde (esse aí da foto!).
excepcionalmente hoje postado por Andréa (porque a Gabi tá na Praia do Forte, curtindo o maridão e as pimpolhas. Quinta que vem ela tá de volta.)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Amor Dói


Meu filho acordou às 2h da manhã para mamar. Uma situação típica de todas as noites que pode ter uma variação de 30 minutos a uma hora, mas que sempre acontece. Enfim, seria mais uma ação da rotina que estou vivendo há 2 anos e 3 meses. Mas não foi. Porque quando ele acordou eu também estava acordada. E ao ouvi-lo dizer o primeiro “mamãe”, com sono e chorando, eu dei um pulo e peguei logo a mamadeira. E, num gesto que não faço há tempos – por sono, cansaço ou costume – eu decidi dar de mamar com ele em meu colo. Eu o peguei em meus braços, e, como se ele fosse um bebezinho, eu comecei embalá-lo enquanto ele segurava a mamadeira. Por alguns segundos eu fiquei ali, contemplando a minha cria e mais uma vez me perguntando como pode uma pessoinha assim, tão pequena, ocupar um lugar tão maravilhoso na minha vida.
E foi ai, em uma fração de segundos, que as coisas não continuaram como costumavam ser. Ele começou se debater. Resmungar. Se mexer mesmo. E então eu percebi que o meu bebê estava incomodado. Ele não queria mamar no meu colo. Ele não queria ser embalado. Ele queria, simplesmente, matar a fome da madrugada. E para isso bastava uma mamadeira bem feitinha. E não um colo de mãe.
Então eu o coloquei de volta em sua caminha e fiquei olhando, para confirmar se era isso mesmo. E era. Ele ficou quietinho, de olhos fechados, mamando. E quando terminou, esticou o bracinho pra mim, murmurou um “cabô”, pegou a chupeta, virou de lado e voltou a dormir. Eu fiquei olhando para aquela cena e comecei a me perguntar quando isso aconteceu. Quando foi que ele começou a crescer que eu não vi? Aonde eu estava neste dia?
É frase feita que para todas as mães os filhos são eternas crianças. E é frase feita também aquela do “aproveite agora porque logo ele que não vai querer sair com você”. Mas usando outro clichê, é verdade que só depois que a gente é mãe é que entende.
Meu filho tem apenas 2 anos e 3 meses. Usa fraldas, fala de tudo mas enrola as palavras, não sabe ler, escrever, tampouco come sozinho sem fazer sujeira. Ele não sabe nem ir sozinho para a cama! Mas ele já sabe que não precisa do meu colo para dormir. E sabe também que eu posso ser útil dando-lhe uma mamadeira. Ele já sabe usar o poder de filho. Ele já sabe que as pessoas – principalmente seus pais – têm uma função. E a minha era a de saciar sua fome para que ele pudesse dormir em paz. Nada de afagos, nada de carinho. Quem sabe em uma outra hora, quando não atrapalhasse seu sono?
E foi com este episódio que eu entendi, de uma vez por todas, que é verdade que a gente cria filho pro mundo. Dá um orgulho danado saber que aquela coisinha linda, que dorme tão lindo, fazendo biquinho, é meu filho, uma parte de mim, continuidade da minha vida e do meu amor pelo meu marido. Mas também dói muito saber que ele não vai precisar de mim pra sempre. Logo ele não usará mais fraldas. E saberá pegar seu leite. Depois, vai me pedir pra dormir na casa da vó, do amigo, da namorada. E depois, não vai me pedir mais. E depois vai se mudar. E então, eu que vou pedir para ele vir me visitar. Eu que vou pedir sua companhia. Quem sabe não peça para que ele durma na minha cama, entre seu pai e sua mãe, pelo menos mais uma vez?

Ser mãe é uma dor gostosa.

Postado por Denise

terça-feira, 28 de abril de 2009

O Valor da Amizade




Ahhhhhhh Como é bom ter amigos, ter alguém em quem confiar e compartilhar momentos únicos.
Amigo é algo que não dá pra descrever, é como um órgão vital, sem eles a nossa vida com certeza não seria a mesma, ter amigos é uma dádiva de Deus e agradeço todos os dias por ter pessoas tão especiais na minha vida !

Muitas pessoas dizem que temos poucos amigos em nossa vida, porem posso dizer que no meu caso, Deus foi bem generoso, o cara lá de cima, selecionou a dedo cada uma das pessoas que fariam parte da minha vida e que iriam para sempre compartilhar comigo, momentos de felicidade, de tristeza e que com certeza estarão ao meu lado para sempre.

Quantas histórias pra contar, quantos momentos inesquecíveis e especiais vivemos ao lado de nossos amigos, histórias que vamos guardar pelo resto de nossas vidas e que sempre farão com que surja um sorriso enorme em nosso rosto ou uma bela gargalhada, toda vez que nos lembrarmos de algumas delas.

Não encontramos nossos amigos por acaso, se eles entraram em nossas vidas é porque existe algum motivo, um porque !
Quantos amigos passaram por nossa vida e depois retornaram e acredito que se retornara era porque tinham que ficar dentro dela para sempre.

Tenho amigos que não converso, não vejo com freqüência, mas que sei que estão ali, dispostos sempre a me dar um Help caso eu precise.
Amigo é aquele que abre seus olhos quando você não está enxergando algo que está ali, bem na sua frente e você não vê ! É aquele que te guia para os melhores caminhos, que te ajuda a crescer, que te motiva quando você tem medos ou alguma indecisão, que te levanta quando você está prestes a cair.

Pode ser que muitas vezes não demonstro aos meus amigos o que eles realmente significam pra mim, muitas vezes deixamos passar algo despercebido e não enxergamos sua aflição e o quanto está necessitando de nosso ombro, de nosso colo.
Mas saibam amigos, estou sempre aqui, contem sempre comigo e quando precisarem, gritem ou enviem um sinal de fumaça. Amigos, AMO VOCÊS !

Recebi essa poesia de Machado de Assis de um amigo e gostaria de compartilhar com vocês, realmente ela diz tudo.


"BONS AMIGOS"

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!


Postado por Diana