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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um tapinha dói sim. E muito.



Que atire a primeira pedra a pessoa que nunca pensou: “ah, se fosse meu filho!”, quando viu uma criança fazendo escândalo em um local público. Porque a culpa é sempre dos pais, claro. Eles que não sabem conter a criança, eles que não se preocupam em educar e que, óbvio, não sentem vergonha de ver seus filhos ali, rolando no chão e pedindo por algo.
Eu pensei assim a minha vida inteira. Até ter o meu filho. Aliás, até o meu filho começar crescer e achar que tem decisões próprias. No alto dos seus dois anos e meio, vejo meu filho crescer e pedir pelas coisas que deseja e rejeitar, com veemência, quando não quer algo.
Há algum tempo achei que podia ir com o meu filho a uma grande loja de comércio popular. Íamos escolher um presente para o meu sobrinho e comprar uma lembrancinha para ele, se ele se comportasse. De acordo, entramos na loja. Eu juro por Deus que, em 10 minutos, minha vida virou um inferno. Primeiro, porque ele queria todos os brinquedos ao mesmo tempo. Segundo, porque ele não me escutava. Terceiro, porque ele começou a correr por toda a loja. E quarto, porque quando eu consegui segurá-lo, ele começou a berrar. Eu já não sabia mais o que fazer. Sentia todos os olhos da loja em cima de mim. Para não dar escândalo e tentar fazê-lo ficar quieto, cedi à sua vontade e deixei segurá-lo um brinquedo que ele queria, mesmo que na hora, no caixa, eu não levasse. Acontece que ele não queria ficar no meu colo. Ele queria andar e descobrir a loja. Hoje consigo pensar que ele estava em um mundo de maravilhas, claro, mas na hora eu só pensava: “eu vou matar este moleque!”.
Depois de um enorme corre-corre, ele entrou em um vão em que eu não cabia. E neste vão tinha uma pilha – isso mesmo, uma pilha – de carrinhos e caminhões. E o meu filho, claro, puxou um para ele. O que ele alcançava. O de baixo. Quando eu ouvi o barulho, não acreditei. Ele, assustado, saiu correndo do vão. Foi quando eu o peguei e apertei seu braço. E, com raiva, dei um tapa no bumbum. E falava, baixo, mas com raiva: “fica quieto e não chora, olha o que você fez!”. E ele, em alto e bom som, dizia: “mãe, você tá machucando eu”. Bom, não vou discorrer mais sobre este dia, porque o que veio depois é imaginável. Mais olhares em cima de mim, a vontade louca de sair da loja, a raiva, o stress.
Passado este episódio, alguns parecidos aconteceram novamente. Nada comparável, graças a Deus, mas as mesmas fugas nos corredores dos supermercados, lojas, etc. E, recentemente, ele fugiu de mim em uma loja e saiu correndo para a rua. O meu desespero foi tão grande que, ao sair correndo atrás dele, comecei pensar mil besteiras que poderiam acontecer com ele se eu não o alcançasse. Incrível como uma criança de dois anos é ágil! Quando eu o peguei, ele vira pra mim, com a maior cara de sapeca e diz: “agora é a minha vez de pegar a mamãe!”
Acontece que, mais uma vez, na hora da raiva, eu apertei seus braços, num impulso vão de fazê-lo ficar ali, perto de mim. Nestas horas eu esqueço que ele é quase um bebê e que estas atitudes não fazem nada, além de machucá-lo.
E aí, me bate uma culpa absurda. E dói muito mais em mim tudo o que eu fiz. Eu acredito que tapa não educa, machuca. Mas, na hora da raiva, ele parece ser uma opção para fazer a criança, pelo menos, parar! Já me vi abraçando meu filho e pedindo desculpas e ele, sem entender nada, me olhando e me abraçando.
Eu quero fazer direito, acertar, ser uma mãe que sabe educar uma criança. Eu tento, eu converso, eu explico e faço cara de brava quando é preciso. Mas não é sempre que tenho resultados e, muitas vezes, ele age por vontade própria. É nestas horas que eu lembro da minha mãe dizendo: “quanto mais os filhos crescem, mais difícil fica criar”. Tenho medo de não estar conseguindo educar meu filho e de estar agindo errado quando digo não ou sim para as coisas. Uma coisa eu aprendi: um tapa nele dói como se fossem dez em mim. E por causa disso vou fazer tudo o que eu puder para que este seja o último recurso a qual eu tenha que recorrer.




Postado por Denise

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Saudades do meu Passado!!!


Recordando da minha infância, lembro dos meus amigos que estudaram comigo no meu primário, da minha professora insuportável que me colocava sempre de castigo e não dava a estrelinha da semana, da minha primeira paixão (Aymone, comprava sempre balas para dar para ele), até mesmo do meu uniforme, uma sainha de pregas azul, camiseta da escola, meios brancas (que sempre uma meia estava mais curta da outra).
Das festinhas na escola, que meu pai comprava todas as rifas que eu tinha que vender, para ganhar o prêmio.

Dos almoços de domingo, com a minha avó fazendo pulenta,de avental e quando almoçava,gostava de ficar falando ou brigando que voava arroz para tudo era lado. Das tardes que brincava de professora com meu avô.
Saudade do tempo perdido, das lágrimas não derramadas, sente umas enormes saudades do meu passado feliz.

Ah!!! Como tenho saudades das nossas viagens para praia, do que nós aprontamos... Do dia que perdi o chinelo da Jú,pois,resolvi colocar.Mas só tinha um pequeno problema,a jú calça 35 e eu 37.Das nossas noites ,quando saiamos aqui em São Paulo (eu,a jú,a Di, a Mel e a Déa).E na volta era uma festa para comentar sobre a noite,os micos e a investidas....Como era divertido,sempre acontecia algo absurdo,que só poderia acontecer com a gente mesmo.

Saudades do pessoal do Mackenzie,quando chegávamos nós encontrávamos num banquinho,ficavam a turma toda lá conversando, combinando alguma coisa...Das noites que íamos jogar king na casa do carioca...Nossa,como era longe,ele se escondia....Das nossas viagens,baladas,das noite nos barzinhos com a Carlinha e com a Jú.

De quando conheci o Bob, achei a pessoa mais insuportável do mundo, que a cada dia foi me conquistando e completando o que sentia falta. Das surpresas que ele fazia para mim,das nossas risadas,dos momentos que não estávamos juntos que parecia uma eternidade.

Saudades do meu pai que me ligava todos os dias para dar bom dia e quando não tinha nada para falar, ligava só para ouvir a minha voz.

Saudades do dia do nascimento das minhas filhas Sophia e Livia, que foi o dia mais feliz da minha vida... Saudades dos primeiros sorrisos delas,quando falaram mamãe pela primeira vez..

Infelizmente nunca vamos compreender e nem definir, exatamente a palavra saudades...
Mas acho que deveria ter amado mais, falado menos... Por isto que terei saudades das minhas falhas,da minha fragilidade,do que tudo que fiz e de tudo que não fiz...

A Saudade é silenciosa, eterna e inevitável. Infeliz da pessoa que não sente saudades,é porque não viveu,não amou....E nunca terá uma história para contar.....

Postado por Gabriela

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Qual é a sua causa?


Recentemente aceitei um trabalho temporário de assessoria de imprensa numa agência de grande porte.


Mais do que uma possibilidade de voltar ao mercado, o que me chamou atenção foi o tema do trabalho - uma ação para um grande laboratório farmacêutico em torno do câncer de mama, intitulada Outubro Rosa.


A ação nada mais é do que um conjunto de eventos em diversas partes do País que levam informações às mulheres acerca desse tema, e iluminam de rosa monumentos e prédios públicos e privados (no Rio de Janeiro será o Cristo, em São Paulo, o Monumento às Bandeiras, etc...). E esse ano, o Outubro Rosa conta com o gancho da lei que obriga o SUS a realizar exames de mamografia para todas as mulheres acima dos 40 anos. Uma vitória para as quase 50 mil mulheres que serão diagnosticadas com câncer somente esse ano no Brasil.


Bem, o tema já me é familiar. Como vocês sabem, convivi com isso nos últimos cinco anos da minha vida com a Leda. Vivenciei cada dia, cada sofrimento, cada exame, diagnóstico. Vale dizer aqui que todo o calvário dela começou com um câncer de mama, diagnosticado há quase 20 anos, quando os exames para diagnósticos eram ainda imprecisos (assim como o tratamento, que não era muito eficaz).


Depois disso, passei a prestar mais atenção ao meu redor e vi quantas pessoas tem essa doença.


O caso mais recente que eu tive acesso foi uma moça - pra não dizer uma menina - linda que, no alto dos seus 26 anos, teve um câncer diagnosticado atrás do pulmão. Ela é mãe de um menino igualmente lindo, que tem apenas 8 anos de idade. O marido dela é um fofo, companheirão, paizão. E ela tem um bom humor incrível, uma força avassaladora, uma garra que eu já vi antes, numa outra pessoa tão forte quanto ela. Não consigo parar de pensar nela um minuto sequer e, assim, rebaixei meus problemas do "nível extremo" para o "nível solucionável".


E daí que parei pra pensar em tudo isso e cheguei à conclusão de que as pessoas que são diganosticadas com essa doença se dividem em dois tipos: as que não aceitam que a doença possa vencê-las, e as que não aceitam que estão com a doença. O primeiro tipo vive muito mais do que o segundo e, em muitos casos, consegue se curar. Principalmente se o câncer for diagnosticado logo no início.


Ah! Mas como saber se vou ter câncer, ou se tenho algum tumor?


A resposta é meio óbvia, mas muito real: preste atenção no seu corpo. Ele dá sinais sutis de que algo não vai bem.


No caso do câncer de mama, o autoexame é indicado para mulheres jovens, porém, quando um tumor é notado pelo toque, é que ele já tem "corpo" suficiente para causar estragos. A mamografia só funciona em mulheres mais velhas, mas pode ser feita em nós também - trintonas e vintonas - a partir de um pedido médico. Na verdade, se cuidar é o grande segredo. Mas sem "nóias", sem ficar alucinada com comida, modo de vida, etc e tal.


Por tudo isso resolvi que vou abraçar uma causa que envolva mulheres com câncer. Ainda não encontrei uma ONG ou Instituição, mas estou procurando algo que seja próximo da minha casa (por questões logísticas). O mais legal de tudo é que, dentro desta busca, ganhei um parceiro de peso: o Zé vai participar também com toda a experiência que ele tem com o assunto.


Fará bem para nós dois, para nossa alma e, principalmente, para o próximo.


E você? Qual é a sua causa?


Para saber mais, acesse: http://www.mulherconsciente.com.br/


Postado por Andréa (que já abraçou a causa do Outubro Rosa e vai pedir para seu médico uma indicação de sua primeira mamografia)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vamos Organizar a Casa????


Provavelmente, em algum momento de sua vida, você já se sentiu confuso ao chegar a uma residência. Não achava a campainha, não sabia por qual porta entrar. Batia palmas, chamava, mas ninguém atendia, embora houvesse gente em casa. Ia por um lado, voltava, tinha medo de avançar ... e se tivesse um cachorro? Realmente, algumas casas são confusas para quem chega pela primeira vez.

Mais do que facilitar a vida dos visitantes, uma casa com entrada bem localizada e em bom estado facilita também a chegada dos bons fluídos.
O Feng Shui, técnica chinesa de harmonização de ambientes, age no sentido de corrigir os pontos negativos e, principalmente, atrair energias saudáveis para um ambiente. Os próprios moradores criam energias positivas ou negativas dentro de casa, a partir de seus pensamentos, sentimentos e hábitos. Mas também podem atrair bons fluídos para dentro do lar.

Mas, por onde entrariam os tais bons fluídos? Pela porta, é claro! E para que você entenda de forma bem clara como é a filosofia do Feng Shui, vamos tratar o "Chi" - as boas energias, que trazem felicidade, saúde, prosperidade e harmonia - como um ser humano, um amigo muito querido e esperado, certo?!
A simpatia, atração, bem estar, repulsa, nojo e mal estar são sensações que afetam tanto os seres quanto o "Chi". Tudo de bom, harmonioso e saudável que você fizer em sua casa para agradar a si mesmo, aos familiares e aos amigos também estará fazendo para agradar ao "Chi".

Quando recebemos amigos muito queridos em casa, preparamos tudo com antecedência: a limpeza do ambiente, a comida, música e todas as formas de tornar a estadia deles o mais agradável possível. Na hora marcada a campainha toca, você abre a porta da frente e os recebe com os braços abertos, preparados para um forte abraço. E é exatamente assim que vamos receber nosso amigo "CHI", que sempre entra pela porta da frente de nossa casa.

Aliás, nossa casa e seus cômodos estão carregados de simbologia. A porta da frente está relacionada com a boca da casa e se existem janelas, simbolizam os olhos. Por isso as janelas devem estar sempre muito limpas, caso contrário, a sujeira e o embaçamento atrapalham a visão e busca de novos horizontes por parte dos moradores. Vidros quebrados, então, nem pensar, substitua-os assim que quebrarem. Outra dica importante é sempre usar vidros transparentes. Os moradores precisam ter uma visão clara e nítida da rua e arredores. A privacidade fica por conta das cortinas ou persianas.

Imagine agora que você vai receber um amigo muito querido ou alguém importante e cerimonioso. Quando ele chega a sua casa, a campainha não funciona.
Ele é obrigado a gritar, bater palmas ou esmurrar a porta. Desagradável, não? Quando tentar entrar terá dificuldades, porque o portão está em péssimo estado, sem pintura, com pontos de ferrugem e fora de prumo. Mas nosso amigo tem boa vontade e entra. Até chegar à porta de entrada tem de desviar de coco e urina de cachorro.
Tudo bem, ele segura a respiração e continua. Passa por um jardim mal cuidado, cheio de ervas daninhas, plantas ressequidas e abandonadas. Em meio a esse cenário, nosso amigo felizmente nem repara na pintura antiga e nas rachaduras na parede.

Você teria prazer em frequentar um lugar assim? Nem o 'CHI'. Nada o obriga a entrar em casas mal cuidadas e sujas. Limpeza e manutenção básica são vitais para atrair o 'CHI' e seus bons fluídos e dependem mais de boa vontade do que de dinheiro.

Nosso amigo 'CHI', agora vai entrar em casa. Visita importante entra pela porta da frente, certo? Nada de entrar pela cozinha ou quintal. Eu particularmente acho muito desagradável as famílias que simplesmente aposentam a porta da frente, fazendo todas as entradas pelos fundos. Afinal, as pessoas mais importantes são seus moradores e estes merecem todo respeito, carinho e honras. Mas, independente de minhas preferências pessoais, o 'CHI' acabará entrando também pelas portas dos fundos, transformando-a em porta principal, se esse for o hábito da família.

A porta principal deve estar em ótimo estado para receber nosso amigo 'CHI'. Limpeza, pintura em ordem, sem pontos de ferrugem ou madeira comida. A porta deve abrir-se com facilidade e ter as dobradiças bem lubrificadas. Nunca coloque móveis ou entulhos atrás das portas, que precisam se abrir por completo e livremente para facilitar a entrada do 'Chi'.
E por falar em porta, a maçaneta poderia ser considerada as mãos da casa. Tocar na maçaneta seria como apertar a mão do dono da casa. Um aperto de mão deve ser firme e objetivo, caloroso, sem apertar demasiadamente. O extremo oposto seria a famosa mão mole, aquele que apenas encosta a mão e não passa firmeza e personalidade. Uma maçaneta quebrada, enguiçada ou frágil demais passa essa impressão. O ideal seriam as de metal polido e com formato que transmitisse a idéia de solidez e poder de fechar a casa às influências indesejáveis.

9 Dicas para uma entrada harmoniosa:

1) Evite portas com pinturas em mal estado, com a madeira comida ou enferrujadas (no caso das de estrutura metálica). Nada de campainhas quebradas, portas emperradas e cheias de entulho que atrapalhem a livre passagem

2) As maçanetas devem estar em ótimo estado e passar a idéia de solidez

3) A entrada da casa deve ser alegre e convidativa. Plantas e flores são sempre bem vidas, desde que estejam muito bem cuidadas. Cercas vivas dão a sensação de proteção

4) Os cuidados com a porta da frente também valem para o portão e cercas. Observe também a pintura da fachada e estado geral do piso

5) A porta da frente deve ter tamanho proporcional à construção e ser sempre maior do que a porta dos fundos. O lado esquerdo é a melhor localização para uma porta de entrada, quando se está de costas para a residência. A solidez da porta também é importante, as de madeira são preferíveis às de vidro

6) O ideal é que a porta da frente sempre abra para um terreno plano e nunca para descidas ou subidas. Uma subida simboliza obstáculos e frustrações. Uma entrada no topo de uma escada é considerada positiva. Para estimular o "Chi", cultive plantas nos degraus.

7) A entrada principal deve oferecer proteção contra o mal tempo.

8) A porta da frente deve ser encontrada com facilidade, por isso o cuidado com a iluminação é muito importante. Pode ser muito positivo, também, você pintar a porta de uma cor contrastante com as laterais da casa.

9) E, para complementar, se houver espaço, coloque uma fonte de água, banheira de passarinhos ou chafariz na entrada, o elemento água está relacionado com prosperidade e sorte.

Esta semana tirei para organizar a minha casa.bom para quem me conhece há anos sabe que em matéria de organização sou péssima,apesar que dei uma melhorada.Tenho certeza que serei uma pessoa 100% organizada daqui uns tempos.Mas como pode uma pessoa organizada e estabanada ,não sei pegar um pano de prato sem bagunçar os outros,por mais que pegue com delicadeza(uma coisa que não sou...)
Mas espero que esta matéria ajude as pessoas terem uma casa mais harmoniosa...

Seja bem vindo a minha casa....

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Meu "caso" com S. Pedro


Eu já estava com a ideia pronta na cabeça sobre o que escrever hoje, tinha até feito um esquema, mentalmente, sobre como eu destrincharia o texto. Mas o dia amanheceu como ainda está agora: nesta chuva absurda. E, nem por um minuto hoje, eu olhei pela janela e vi que a chuva tinha parado. E então eu confirmei o que já me perguntava há algum tempo: é verdade, São Pedro tem sérios problemas comigo.
É que, para quem não sabe, hoje é meu aniversário (eba!!! amo fazer aniversário!!). E, como acontece há 28 anos, está chovendo nesta data. Daí você deve se perguntar: como ela sabe que estava chovendo há 28 anos, se tinha acabado de nascer? E eu te respondo: histórias que a vida conta, meu caro...
Diz minha mãe que, na terça-feira, dia 22 de setembro de 1981, ela estava na casa da minha avó quando sentiu que a bolsa estourou. Depois da correria com a única filha mulher da minha avó e primeiro neto que estava a caminho, conseguiram se organizar e levá-la para o hospital. Mas que a dificuldade aumentou ainda mais porque fazia um tempinho pra lá de chato neste dia, com uma garoa e muito frio. Eis que eu não quis nascer neste dia, enrolei a noite toda e resolvi nascer só no dia seguinte, às 7h30 da manhã, ainda de parto cesárea – o que foi um espanto para minha mãe na época. E, neste dia 23 de setembro, que marca o início da primavera, estava chovendo muito. Até pedrinhas, diz o meu pai. E foi sob esta chuva torrencial que eu nasci e é sob esta chuva que venho comemorando meus aniversários desde então.
Lembro de uma festa que minha mãe fez pra mim, nos meus 7 anos. A festinha foi na casa da minha avó, onde morávamos, e tinha um quintal enorme no fundo, onde todos os meus amigos e eu queríamos brincar e dançar com o meu novo presente: o disco da novela “Carrossel”... (ai meu Deus!!!) A ideia era todo mundo dar as mãos e pular dos banquinhos quando a música tocasse: “embarque neste carrossel...”. Mas ninguém conseguiu aproveitar a festa, que foi frustante, com todo mundo dentro de casa, na sala, ouvindo o disco, porque lá fora, S. Pedro não dava trégua. Fiquei traumatizada...
Bons anos depois, quando eu tava planejando meu casamento, disse que gostaria de casar no frio, pra maquiagem não ficar derretendo, não sair suada nas fotos, enfim, porque no inverno as pessoas ficam mais bonitas. Acontece que eu marquei meu casamento pra outubro e, óbvio, tava calor. Um dia antes do meu casamento foi tido como o dia mais quente daquele ano, pra você ter uma ideia. Então você me diz: se estava todo este calor, não choveu no seu casamento né? E eu te respondo: resposta errada!
Dia 14 de outubro de 2005 choveu. Choveu muito. Claro que não choveu durante o dia. Começou chover às 19h00, quando eu estava saindo do meu dia da noiva para ir pra igreja. Eu não tenho fotos entrando no carro alugado – e carésimo – porque não dava pra tirar foto da noiva correndo, tentando entrar no carro com o guarda-chuva. E também não tenho foto saindo do carro, na porta da igreja, porque os seguranças tiveram que me ajudar a sair do carro, com seus enormes guardas-chuva, para não molhar meu vestido e estragar meu cabelo. Eu entrei na igreja ao som da marcha nupcial e trovoadas.
Outros anos depois, quando meu filho nasceu, nem preciso dizer... Fui pra maternidade sob garoa e saí, 3 dias depois, embaixo de chuva. E no primeiro aniversário dele todo mundo chegou atrasado porque estava chovendo. No segundo, nem comento... plena sexta-feira na cidade de São Paulo, sob chuva forte.
Dizem por aí que chuva significa sorte. Em quê, eu não sei, mas dizem que é sorte. Espero que seja mesmo, porque senão, vou começar a bater um papo com São Pedro, pra ver quais são seus problemas comigo.
O que eu sei é que hoje estou comemorando mais um aniversário embaixo de chuva e com frio. Mas estou feliz porque estou aqui, ao lado das pessoas que eu realmente amo, podendo dividir este texto e minhas histórias, recebendo os parabéns e o carinho dos amigos que eu sei, são verdadeiros. Taí, acho que descobri qual é a minha sorte: poder comemorar mais um ano de vida com tantas amizades tão verdadeiras.
E que venha a chuva!

Postado por Denise (A foto acima foi tirada às 11h30 de hoje, quando eu estava tentando enxergar alguma coisa, enquanto buscava meu filho na escola).

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O amor não é uma obrigação


Parece bobagem, mas essa é a mais absoluta verdade: ninguém é obrigado a amar ninguém.

Não é porque se vive muitos anos ao lado de alguém que se tem obrigação de amar. Às vezes o amor vira amizade, às vezes é transformado num monstro carregado travestido de outros sentimentos ou fatos que não foram superados.

E isso acontece com qualquer um - homem, mulher, pais e filhos.

Bem, ao longo da nossa vida vamos acumulando tarefas e, quanto mais adultos nos tornamos, mais responsabilidades vamos adquirindo. E essas responsabilidades estão em todos os segmentos da nossa vida, seja no financeiro, seja no emocional, no profissional ou familiar.

Porém, a maior responsabilidade que uma pessoa pode ter é a educação de um filho. E essa é uma obrigação que levamos pro resto de nossas vidas. Aliás, como já escrevi aqui anteriormente, o que os nossos filhos se tornarão quando adultos depende diretamente dos exemplos e do amor que damos a eles.

E essa é a parte mais complicada da coisa.

Quando eles são pequenos, somos levados pelo instinto de "proteger", "cuidar" e "amar". Esses são fatores elementares que qualquer pai e mãe (responsáveis) têm. Conforme nossos filhotes vão crescendo, já não querem mais tanta proteção e cuidado, e acham que podem se virar sozinhos, mas continuam exigindo o amor. Quando se tornam adultos, filhos continuam como "crianças" para seus pais (ainda hoje eu ouço minha mãe perguntar para minha tia como vão as crianças, que têm 24 e 30 anos cada uma) e todo o amor e exemplo que receberam são aplicados com os próprios pais, com seus parceiros, com seus amigos e próprios filhos.

Isso é ordem natural da vida.

Porém, o que eu questiono hoje é o tom que imprimimos nesse "cuidar" e nesse "amar".

Me pego pensando - quase que diariamente - se estou abrindo espaço demais para o Lucca ou se estou mantendo a redoma de vidro. Porque meus pais me mantiveram assim até os 15 ou 16 anos: fechada para o mundo real, vivendo a realidade que eles consideravam segura para mim e insistindo de que isso era amor. Daí, quando conheci o que era, de fato, a vida, dei um milhão de cabeçadas por não ter sido preparada antes. E tomei uma infinidade de broncas, de castigos por ter errado.

Digo tudo isso porque vejo a minha situação como mãe solteira do Lucca. Eu tento prepará-lo, deixá-lo mais apto para as adversidades, para superar obstáculos. Nunca faço por ele, afinal, quem vai enfrentar o monstro nosso de cada dia é ele mesmo. E cabe dizer aqui que me dói pacas vê-lo apanhando em alguma situação - seja numa redação, que ele destesta fazer, seja num jogo que ele não se sai bem.

Não importa. Sigo acreditando muito naquele ditado que diz que a gente cria os filhos pro mundo. E se eu quero um mundo melhor, que seja por meio da educação do meu filho.

No entanto, também conheci um outro exemplo, só que nesse caso, negativo. E a vítima absoluta dessa história toda é o Zé.

Todos sabem que ele deixou sua vida própria de lado pra cuidar da sua mãe e assim o fez durante seis anos. E por quase cinco anos eu acompanhei de perto toda essa luta, por isso posso dizer que, apesar de parecer tão heróico, o ato foi resultado de um mix de amor e opressão.

Desde muito pequeno ele foi subjugado. Aliás, quem tem mais de 30 anos deve se lembrar de como era a educação - rígida, imposta, sem espaço para crianças, que eram alienadas do mundo,e na base do tapa, da chinelada.

Só que com ele a coisa foi mais pesada, tanto é que eu ouvi histórias que me deixaram estarrecidas, principalmente quando foram confirmadas por parentes, por sua mãe ou por seu irmão. Como quando ele apanhou com cinco dias de vida porque não parava de chorar e ela queria dormir. Ele tomou uma palmada na bunda com cinco dias de vida!!!

E muitas outras vezes ele voltou a apanhar porque também virou uma criança espivetada e um adolescente difícil.

Porém, ela construiu uma ligação muito forte com ele e eu acredito piamente que foi por meio do medo de ficar sozinha, afinal, ela ficou viúva muito cedo. Por isso subjugou o Zé e o fez criar uma dependência absurda. Mas, na verdade, era ela quem dependia dele pra tudo, tanto que o transformou um substituto para seu marido e, no papel de mãe, além da companhia, exigia obediência às suas ordens e o fazia acreditar que ele tinha obrigação de parar tudo por ela, já que tinha dado a vida a ele. E ele, obedecendo por ter certeza de suas obrigações, fazia tudo correndo para agradar.

No fim de todo o processo da doença dela, ele estava fazendo o trabalho da empregada: lavava, passava, cozinhava, limpava a casa toda, esfregava o chão. E a diarista, que ia semanalmente, passou a ir a cada quinzena. Ele era tratado como um empregado, um subordinado que, em troca de casa e comida, tinha tarefas a cumprir. Às vezes ela lhe dava uns afagos e lhe pedia para que nunca a abandonasse - por nada e por ninguém - porque ela nunca iria abandoná-lo.

E cada vez que eu questionava, era surpreendida com um discurso de que aquilo sim era amor entre mãe e filho. Não duvido de que ela o amava muito mesmo. Aliás, penso que esse amor absurdo foi resultado de tantas coisas tristes e pesadas que ela viveu. Por isso, tomou o Zé só para ela, como uma forma de se sentir amparada.

Quando ela morreu, ele entrou em parafuso. Não havia mais ninguém para lhe ordenar, para lhe dizer o que fazer, nem para dirigir sua vida.

Ao contrário do que todo imaginavam, ele não se libertou.

Contei toda essa história porque fiquei profundamente triste em ver como o Zé está perdido, sem saber por onde ir, de que forma começar. E porque esse é um exemplo de como a obrigação no amor pode até mesmo acabar com a vida de uma pessoa.

Que ele tem uma parcela de culpa nessa história toda, ele sabe que tem, e até já admitiu. Porém, foram quase vinte anos vivendo assim, e ninguém se despe de um fardo tão grande como esse do dia pra noite.

Ontem ele me disse que queria morrer, já que não vê mais utilidade nenhuma em sua vida, e a tristeza e saudade estão falando muito alto também. E ele chorou como uma criança de cinco anos que quer ter seus parâmetros de volta, mesmo sabendo que está tudo acabado. Não deve estar fácil a adaptação de viver sozinho, escolher sozinho, ser feliz sozinho.

E eu fiquei sem dormir, pensando em tudo isso. E cheguei à conclusão que, por mais que eu me sinta sozinha, jamais vou obrigar meu filho a estar comigo e a me amar. Porque o amor - definitivamente - não é uma obrigação.


Postado por Andréa (que apesar de tudo, ainda ama o Zé e acredita que ele vai sair dessa e construir uma vida muito feliz).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Este Mal Necessário


Há alguns meses, quando decidi que não trabalharia mais como jornalista eu sabia que estava abrindo mão não só de manter meu networking, mas também de algo pelo qual todos nós trabalhamos: dinheiro. Eu sabia que teríamos apenas um salário em casa, que faríamos algumas concessões e que a vida ia tomar um destino um pouco mais diferente.
Eu decidi assumir este risco e me fiz acreditar que seria melhor assim. Afinal, não há bônus sem ônus e esta seria só mais uma vez, entre tantas que eu já vivi, que teria de fazer sacrifícios. E assim foi e está sendo feito.
No entanto, quanto mais o tempo passa, mais eu percebo o quanto eu sinto falta de ter minha independência, conquistada aos 17 anos. Sim, porque desde esta idade que eu não peço nada para meus pais nem para comprar um esmalte. Paguei sozinha minha faculdade, meu carro, minhas roupas, baladas e viagens. Dona do meu nariz e das minhas contas.
Quando eu decidi dar alguns passos para trás, para poder seguir em frente, eu pensei muito mas não tinha noção de que daria também tantos passos financeiramente.
Estou escrevendo tudo isso porque estes dias me vi fazendo contas com o meu marido para saber quanto teríamos até o fim do mês, quando poderíamos comprar isso ou aquilo e, principalmente, quanto vai faltar para quitarmos o mês. E me senti uma inútil olhando que tínhamos muitas despesas e que, de minha parte, não entraria nenhuma receita. Eu voltei no tempo e me senti uma criança. Quando falei isso para o meu marido ele me disse que estava agindo como uma boba, que era o dinheiro da casa e não dele ou meu. Mas alguma coisa na minha cabeça ficou martelando – uma culpa, sabe?
A impressão que eu tenho é que esta culpa me segue pelo que quer que eu faça. Quando eu trabalhava fora, me sentia culpada por não ficar em casa, não ter tempo pro meu filho e meu marido. Culpa em não me ouvir e ir atrás dos meus sonhos de mudar de profissão. Hoje, quando cedi à estas culpas, surgem novas.
Fico pensando em porque nunca está como queremos que esteja. Porque sempre tem algo que nos faz repensar momentos e decisões. Porque nem sempre estamos satisfeitos? Isso me parece muito egoísmo, tendo em comparação tantas situações que vemos por ai.
Seja como for, é cada vez mais nítido que o dinheiro, este mal necessário, pode nortear decisões, mesmo que inconscientemente. Cabe à nós lembrar quais foram nossas escolhas para não desvirtuar dos nossos objetivos. E agora, neste momento, cabe a mim parar de me culpar por tudo o que acontece. Porque só assim, talvez, eu possa voltar a dormir em paz.

Postado por Denise

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O que faz Você Feliz???



Sei que esse é exatamente o título que um Hipermercado usa em uma propaganda na TV, e por incrível que pareça, toda vez que eu assisto eu reflito, por isso resolvi pegar emprestado.

Então me diga você já parou p/ pensar no que te faz feliz?????Eu estava pensando esses dias, e cheguei à conclusão que no meu caso, bons momentos me fazem feliz, e a emoção e intensidade que eu dou a cada um deles é o que importa, porque assim como eu, vocês já perceberam que a Felicidade é feita de momentos.
Para mim, coisas simples me fazem feliz:
Dar gargalhada com os amigos é um deles;
Estar presa no transito, furiosa e de repente olhar o nascer do Sol;
Chegar em casa e ver o rabinho do meu cachorro enlouquecer de tanto abanar;
Comer mussarela com goiabada;
Assistir o meu programa preferido, e se você me perguntar qual é, eu vou responder: vários;
Sentir o cheiro do meu travesseiro limpinho;
Realizar um desejo seja ele qual for;
Pensar nas pessoas que eu amo;
Estar com as pessoas que eu amo;
Receber um elogio ou uma critica das pessoas que eu amo;
Viajar;
Encontrar as amigas e amigos;
Ficar bem naquela roupa;
Beijar com sentimento;
Acreditar no amor sempre;
Amar a vida;
Perceber o quão feliz eu sou por ter amigos MARAVILHOSOS sempre perto;
Encontrar um casal de amigos que eu amo em plena quinta feira e ficar até as 4 da manha conversando e esquecer que o dia seguinte é dia de trabalho;
Tentar entender minha família;
Estar com a minha família;
Sempre dizer as pessoas o quanto elas são especiais;
Ver a lua e imaginar o quanto a terra é grande e Linda;
Viver cada dia de uma vez e tentar aprender sempre.

Sei que vocês devem estar achando que eu to forçando a barra falando dessa maneira, e Não vou dizer que talvez até concorde com vocês, Porque me digam quem é tão feliz assim o tempo todo não é mesmo?? Mas eu tenho sim meus momentos de tristeza, insegurança, angustia e solidão, e pode não parecer, mas enquanto eu estou escrevendo esse texto, eu to me sentindo muito agoniada, só que eu prefiro Não dar mais tanta importância para esses sentimentos, porque quando penso na lista acima, vejo o quanto a vida é boa e o quanto vale a pena viver, acho que o Bônus é muito mais valioso que o Ônus.

E você, já pensou o que faz você feliz????


Postado Por Juliana.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ódios Cotidianos.


Detesto lavar louças. "Prontofalei"!

É verdade.

Talvez não exista coisa mais insuportável para mim do que lavar louças: só de olhar a pia cheia de pratos, copos, talheres e panelas me esperando, sinto arrepios. Mas infelizmente tenho que fazer essa atividade, já que não conto com secretárias do lar.

Para isso, uso luvas de borracha e muito detergente - do tipo biodegradável pra consciência não ficar tão pesada. Aliás, hoje em dia o meu sonho de consumo é uma torneira com água quente, só pra não ter que ficar aquecendo água na chaleira ou no microondas para lavar mais rápido a louça. Até tenho máquina de lavar louças, mas acho um desperdício de água e luz por apenas um par de copos, pratos e talheres. Sem contar que não dá pra enfiar as panelas lá.

Também vou confessar: lavar banheiro e cozinha não são tarefas que faço com prazer. Principalmente a minha cozinha, cujos cantos são caídos e o ralo, que fica lá na lavanderia, é mais alto que o Everest, e está localizado logo abaixo do tanque e ao lado da parede. Ou seja, cada vez que invento de lavar a cozinha e área de serviço, perco umas duas horas e cerca de 800 calorias (tinha que ter alguma vantagem nisso tudo, né?).

Talvez eu não tenha sido treinada para isso, muito embora eu saiba fazer de tudo mesmo. Muita coisa foi minha mãe quem ensinou porque ela é uma dona de casa nata, daquelas que abrem mão de empregadas por considerar que essas profissionais não fazem o serviço tão bem quanto ela. Acontece que, como disse antes, não fui treinada para isso. Ou seja, traçando um paralelo com minha mãe, enquanto a geração dela sabia que era isso que tinham que fazer e ponto final, a minha turma estava na faculdade, pensando em como ingressar no mercado de trabalho ou, como no meu caso, viajando para atender clientes de fora de São Paulo, tomando o primeiro vôo para Curitiba, Florianópolis ou Porto Alegre e voltando no último avião para pousar em Congonhas. Com isso, as tarefas domésticas ficaram esses anos todos a cargo da minha mãe.

Tenho muitas amigas que não sabem sequer fritar um ovo, nem separar roupas por cores na hora de colocar na lavadora. Aliás, outro dia ouvi uma história hilária: a mocinha (amiga da minha prima Danuza) havia acabado de se casar e, para agradar o marido, comprou umas torradinhas, uns queijinhos e colocou água para fazer gelo, para oferecer um uísque quando ele chegasse em casa. Pois bem, estava tudo ok, até que o gelo não saía das forminhas que, por sua vez, tinha um formato estranho. Resumo: ela colocou a água no suporte de apoio para os ovos, pensando ser a forma de gelo.

Definitivamente a minha gereção não veio para isso. E eu acho um absurdo sermos julgadas por não sabermos fazer essas coisas! O pior é que ainda existem homens que acham que deveríamos ser iguais às suas mães nas tarefas domésticas, além de, claro, trabalharmos fora e a noite estarmos lindas, cheirosas, depiladas e dispostas a dar.

Mas, voltando aos desafios cotidianos, existem coisas que eu amo fazer, e faço tranquilamente, com prazer mesmo.

Uma delas é cozinhar.

Acho uma delícia preparar a comida, mesmo que cotidiana - arroz, feijão, carne, salada. A única coisa que eu ainda estou me acostumando é a questão da quantidade, que diminuiu bastante, já que agora sou só eu e o Lucca (porque meu irmão fica mais tempo fora de casa devido ao novo trabalho).

Mas mesmo assim cozinhar é uma coisa que me dá prazer. Tanto que adoro quando as meninas vem comer aqui em casa. Aliás, curto muito receber meus amigos com coisinhas gostosas e um bom vinho.

Outra coisa que não ligo em fazer é passar roupas. Faço do jeito que sei fazer, mas não morro porque a camisa não está impecável. Tomo cuidado com colarinhos, vincos em calças, procuro usar um peçado de pano de algodão sobre algum tecido que tenho dúvidas ou que considero delicado, assim como com estampas e relevos (já que as camisetas do Lucca são mega-estampadas). Só não sei engomar.

Também não me importo em esfregar meias ou camisetas do uniforme do meu filho, que chegam em casa como se ele tivesse rolado por todo o chão da escola. Mas, no caso das meias, tomei uma providência: comprei meias nas cores preta, marinho, e mescla principalmente. As brancas já são minoria na gaveta.

Só sei que com a minha escolha em morar sozinha tive que deixar certos "ódios cotidianos" de lado e por - definitivamente - as mãos na massa.

E se, por acaso, alguém não me quiser só porque odeio lavar louças, saibam que tenho outras tantas qualidades, como por exemplo, saber dividir tarefas. Ou seja, eu cozinho e você lava, ok????

(postado por Andréa, que só não compra artigos descartáveis porque sua consciência ecológica ainda é maior que seu ódio em lavar louças)

domingo, 13 de setembro de 2009

nanananananana



Leandro Lugli

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sem Idéias.Será???


Eu queria tanto escrever algo legal, fazer um texto interessante, criativo e original, porém nada me vem à cabeça. As idéias que dificilmente vêm se esvaem tão fácil que não as consigo guardar. Nem mesmo anotando, pois quando vou olhá-las, já não me parecem idéias tão geniais. É assim, com os textos, é assim com minha vida. O que hoje é algo fascinante, amanhã já se tornou algo comum para mim.

Não é por falta de pensar que não tenho idéias. Eu penso, penso muito, acho que até demasiadamente. E ás vezes penso que é por ter muitas coisas simultâneamente em minha cabeça, que não consigo captar uma sequer e a transformar em palavras.
Penso em minha vida, na vida dos outros, no mundo, nas atitudes e suas consequências.

Ultimamente eu venho reflitindo sobre como o mundo anda alienado. No modo em que as pessoas se vestem( com batinhas florais, um short minúsculo, óculos gigantes e papete da" planet monkeys"), no jeito que conversam e trocam idéias (as vidas nunca estão ruins, tá tudo uma beleza e todo mundo tá pegando geral, quieta e sem peguete?Não isso ninguém nunca está.) , penso em como o orkut se tornou um programa de auto-promoção social, e em como ter um perfil lindo e 300 fotos de baladas diferentes, com 30 comentários em cada, é ter status e ser "special" e pop. Mas eu penso em algo pior que não chega à uma resposta nunca. Sempre me pergunto em como conseguirei fugir deste mundo? Sendo que tudo me puxa, e me arrasta pra ele! Não posso negar que estou me alienando, que minhas roupas são da moda, e que sim, eu quero ir á 300 baladinhas, mas posso negar que meus pensamentos são massificados, não, estes não são.

Porque, por mais que pense em mil besteiras juvenis, eu ainda faço parte dos jovens que ainda pensam(ou pelo menos, acham que pensam).
O que era pra ser um texto de idéias, acabou surgindo algo maisoumenos.
É acho que falar da falta de idéia, já é uma idéia. Será?

Postado por Gabriela (Autor desconhecido)

domingo, 6 de setembro de 2009

Hora da Faxina.



Sabe aquela vontade que te dá de dar repaginada na sua vida, fazer uma faxina geral, pois é, eu estou passando por isso nesse exato momento.
Eu nunca fui na verdade uma pessoa de planos e ambições, digamos assim, que eu sempre deixei a vida me levar, nunca pensei em plano de previdência, em guardar dinheiro para o futuro, etc etc, até porque no meu coração eu sei exatamente como a minha vida será.

Sempre dei mais valor para a opinião dos outros, do que para as minhas, e hoje com quase 31 anos e conforme algumas pessoas têm acompanhado eu estou enfim tomando consciência do meu espaço e de quem realmente eu sou, não que eu não soubesse, mas hoje esse processo esta se exteriorizando.
Hoje eu consigo ouvir e principalmente seguir com mais clareza as minhas opiniões e esse processo de faxina, de limpeza e porque não dizer também de “desapego” é extremamente necessário para a vida que eu quero ter e também tem se tornado um desejo, deixar para traz o que já foi e construir o que virá.

Algumas mudanças são externas, mas as mais significativas são as internas.
Acredito que esse processo seja simples, e vou começar essa “faxina” limpando e jogando fora toda a papelada que não tem serventia, e acreditem, eu tenho várias, até bilhetinho de namoradinho do primário eu ainda tenho ssrrsr, tickets de viagens, folhetos de shows, nossa até uma coroa de papel de um show Medieval que eu fui quando fui para Disney eu ainda tenho, nossa eu tinha 16 anos rsrs.

Coleção de papel de carta, adesivos, borrachas (acreditem), canetas coloridas, etc etc. Aaaah, e os sapatos que eu compro e nunca uso, esses também vão, Gente eu ainda tenho roupa com etiqueta, vê se pode uma coisa dessas, fora os bichinhos de pelúcia que eu tenho vários, apesar de que esses não saem, pois cada um tem uma historia.
Contas pagas há um tempão, etc etc.

Tenho tanta coisa que não tem serventia nenhuma, mas que por algum motivo eu ainda me apegava, talvez por medo de esquecer o meu passado, ou coisa parecida, e seja lá o que for que me prendia eu já estou mais do que pronta para deixar para traz.

Também vou redecorar o meu quarto, e por mais que a minha intenção seja ter o meu próprio canto, decidi que enquanto eu ainda morar na casa dos meus pais, vou deixar o meu quarto lindo lindo, e depois de ter eliminado tudo o que esta sem uso, vou desmontar o meu Guarda Roupa, redecorar o meu quarto arrumar tudo do meu jeito, como eu sempre quis.

Acho que fazendo essa movimentação, estarei trocando energias e, tirando o velho, eu acredito que estarei dando espaço para muita coisa nova que esta por vir.

E você topa uma faxina , mas daquelas mesmo.


Postado por Juliana

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Parabéns SOPHIA!!!!


Hoje escreverei em homenagem a pessoa mais importante da minha vida SOPHIA... Tudo bem com uma semana de atraso,mas vale a intenção.
No dia 25 de Agosto, a Sophia fez 4 anos. Fiquei lembrando desde de quando fiquei sabendo que estava grávida, na verdade todos falam que sabe quando ficou grávida mas comigo não foi assim.

Tudo começou de um relacionamento de 4 anos na época, estava até um pouco desgastado. Não sabia se realmente teria futuro,apesar de amá-lo demais.Aí no começo de Dezembro fizemos um cruzeiro,foi tudo mágico,parecia que estávamos resgatando o que estava perdido em nós,fiquei falando que esta viagem mudaria as nossas vidas.Foram 3 dias de pelo romantismo.

Aí no começo de Janeiro tive que fazer uns exames e descobri que estava grávida... Percebi que a minha vida mudou naquele momento, que não era mais sozinha na vida e comecei a amar aquele serzinho que nem sabia o que era,foi tudo perfeito....Cada mês tinha uma sensação diferente e vibrava cm isto...

Quando chegou o dia 25 tudo tinha mudado na minha vida, estava casada, com 28 Kg a mais... Logo na manhã fomos tomar café da manhã em um hotel,por que depois não poderia comer mais nada.Tive forças para ir ao cabeleireiro fazer,os pés,as unhas da mãos e a escova básica...Acha que eu deixaria a minha filha ter minha primeira visão sem escove,seria um trauma pelo resto da vida dela,cm certeza voltaria para minha barriga...

Fomos à carreata para maternidade, estavam todos os amigos do Bob, meus amigos a minha família inteira e a dele... Foi a maior festa....Nunca chorei tanto na minha vida de felicidade,ela era a bebezinha mais linda que já tinha conhecido..
Ela é o meu centro de tudo. Falo para todos que conheço que a mulher tem que ser mãe uma vez na vida,realmente só assim saberá o que é amar incondicionalmente...
A minha vida é acordar e viver para minhas filhas (desculpa Livinha, mas hoje a mamãe está falando só da Fifia)... rsrsrs,a mãe também te ama...

Fifia... Parabéns!!! Obrigada por você aparecer na minha vida e deixar tudo colorido... Mamãe,te ama muito!!!

Postado por Gabriela (parei de escrever, pois, não paro de chorar)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

An? Ahan... Nãn...Huumm...Ai!


Eu acredito que, salvo ficar em posição ginecológica, não tem coisa mais chata do que ir ao dentista. É um daqueles mal-necessários que a gente adia até não poder mais – ou não aguentar de dor. Eu detesto ir ao dentista. Sério mesmo. Fico com medo só de lembrar do barulho do bendito motorzinho e aquele cheiro do consultório me dá calafrios.
Eu pensei nisso tudo quando meu pai me incentivava a estudar odonto, seguindo o exemplo da esposa dele. Segundo ele, era uma profissão que dava dinheiro e era boa, não tinha porquê eu não fazer. Nesta mesma época, a Amanda, minha grande amiga da época do colégio, estava se preparando para prestar vestibular para odonto também e me incentivava a ir com ela. Hoje agradeço imensamente a mim mesma por não ter dado ouvidos às pessoas. Porque eu detesto ir ao dentista. Eu sei que estou sendo repetitiva, mas não posso correr o risco de que você, meu caro leitor, não entenda a ênfase do quanto eu detesto ir ao dentista.
É um conjunto de fatores que formam toda esta ojeriza. Começa primeiro, claro, pela dor. Sim, porque você só se convence de que precisa ir ao dentista quando aquele dente não passa mais despercebido. Ele dói, incomoda e não te deixa nem comer as coisas que você mais gosta. Ou seja, você já vai ao dentista com raiva. Chegando lá, você deita em uma cadeira que tem tudo para ser confortável, mas que é só encostar nela para sentir como se estivesse deitando em pregos. Depois, vem aquela luz bem no seu rosto. O dentista ajeita para sua boca, mas não tem jeito, você mal abre os olhos. Daí, você abre a boca e fica ali, “totalmente confortável”, sem conseguir engolir a saliva, mal respirando pela boca e com a bochecha doendo. Enquanto isso, o dentista pega todos aqueles equipamentos assustadores e começa cutucar partes que nem você conhece da sua boca. E é bem nesta hora que ele começa a te perguntar: “aqui dói?”
E cabe a você, pobre mortal com dentes podres, se entregar ao profissional e responder míseros: ahan, nãnã, hum hum, ai! E, mais engraçado do que isso, é que eles entendem o que você diz! Talvez, na faculdade, eles tenham aula de “desvendando a oratória de uma boca cheia de algodão”.
Estou falando tudo isso porque, neste fim de semana, como eu havia dito no post anterior, eu fui à Brasília, comemorar o aniversário do meu sobrinho. No meio da viagem eu senti o siso (sempre ele!) me incomodar. Parecia que estava nascendo outro. Foi ficando cada vez mais insuportável e, chegando lá, para minha sorte (ou azar) a irmã da minha cunhada é dentista. Pessoa boníssima a quem eu quero muito bem e por quem tenho um carinho enorme. Mas, é dentista...E com a maior boa vontade ela se ofereceu a ver o que eu tinha. Lá fui eu – já que a dor era maior que o desejo de dizer não. E, com todo o cuidado do mundo, mas ainda agindo como uma dentista, ela me deu o diagnóstico. Não lembro o nome, mas é algo na gengiva. Para sarar: remédios e bochechos. E aqui estou eu nesta jornada, cuidando, por obrigação, dos benditos dentes.
Quando será que vão inventar equipamentos mais bonitos e menos assustadores para os dentistas? E quando será que os produtos para bochechos terão gosto bom?
Depois de passar por todo o sofrimento de ir ao dentista, vem, talvez o maior sofrimento de todos: pagar a conta. É como se ele começasse a obturar – a frio e sem anestesia – todos os seus dentes de uma só vez! Você assina o cheque com uma dor no coração. E sai dali direto para o cardiologista! Pelo menos, lá, não tem motorzinho!

PS: Tem um vídeo mto engraçado no YouTube, de um comediante chamado Bill Cosby. Dá uma olhada, clique aqui.


Postado por Denise

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Da falta que me faz.


Sou otimista por natureza.

Sempre acredito que o melhor vai acontecer - uma hora ou outra - e que os obstáculos são os temperos que deixam as vitórias mais saborosas.

Sempre acordo pensando que o hoje vai ser melhor que ontem e, assim, sucessivamente.

Mas tem uns dias que não dá pra carregar o sorriso na cara o tempo todo, como também não dá pra apagar eventuais problemas ou aparentes faltas de soluções que venham ao meu encontro.

Nesses dias e nessas horas sinto falta de algo.

Algo que teoricamente tenho, mas que não funciona (se é que funcionou algum dia).

O que preciso não está - infelizmente - na minha maravilhosa amizade com as meninas daqui, nem no colo dos outros amigos, não está no olhar do Lucca, nem no amor do Zé. Não encontro o que preciso no melhor vinho, na melhor viagem, no prato que mais aprecio. Coisas materiais, nessas horas, não têm peso, valor, nem importância.

Nesses momentos me falta algo intangível, mas totalmente real.

A maioria das pessoas tem e sabe como é bom.

Pra ser sincera, acho que nunca tive...

Por isso, tem dias que vivo como que em suspensão: me faltou aquele ar no momento crucial e, a partir dali (que eu não faço idéia quando foi exatamente), nada andou. Se é que houve um antes, se é que houve história antes.

Me faltou um olhar de compaixão, um suspiro pela vitória ou pela derrota, me faltou foi uma boa conversa, ou um papo sincero. Me faltou igualdade, amor, liberdade para que eu tivesse confiança de seguir em frente e voltar. Me faltou um abraço a cada volta.

Me faltou aquele sorriso de satisfação, daqueles que a gente solta quando a "obra-prima" supera seu criador.

Sobrou foi a falta de proximidade, de identidade, de amizade. Sobrou foi a competição, o prazer em subjugar. Sobrou frieza, pouco caso, desconsideração. Sobraram apontamentos para meus erros - elementares ou não - e sobram penas até hoje pelas minhas escolhas. E olha que eu só quero ser feliz.

Me doeu cada não displicente, e me dói ainda hoje. Principalmente quando o não vem no plural e atinge não só a mim, mas meu filho também.

Me dói ter que chamar alguém por um rótulo que não me diz nada, e o qual me tornei sem ter experiências ou exemplos bons. É como se faltassem tábuas para completar uma ponte, e fazer, assim, o caminho se tornar mais seguro e certo.

Hoje eu sou a mãe do Lucca. E sou, assim, de boca cheia, repleta de orgulho por ser mãe e não uma geladeira ou uma Esfinge. E sou tudo aquilo que não foram para mim.

Já, dos outros, eu não posso dizer o mesmo.


(postado por Andréa, que está muito triste esses dias, mas que continua acreditando que vai passar...)


domingo, 30 de agosto de 2009

A Força da Fé.



Que força é essa que vem de dentro, que nos faz acreditar sempre e que é capaz de mover literalmente montanhas? Independente de Religião, crenças, doutrinas e dogmas, existe uma força dentro de cada um de nós que não nos deixa perder a esperança seja lá o que for que estejamos precisando.
Embora eu tenha sido batizada e feito a primeira comunhão, hoje eu não me considero católica, eu nesses meus 30 anos tenho sempre tentado buscar uma resposta para coisas que não consigo entender, como por exemplo: O que será que de fato estamos fazendo aqui???Já freqüentei centros espíritas, li um pouco sobre a Cabala, já freqüentei a Pró Vida, e estou sempre procurando entender o que realmente somos nesse Universo tão Complexo.
E vou falar de Fé, porque hoje presenciei uma movimentação Maravilhosa do que eu considero um ato de Amor e Fé. Para quem não conhece, tem um centro espírita aqui perto de casa chamado Perseverança, e uma vez por ano eles fazem uma festa de Rua que mobiliza um verdadeiro Batalhão de voluntários que realmente acreditam que farão um mundo melhor, e de fato o fazem.
Toda vez que eu vou ao Perseverança, um sentimento de comoção toma conta de mim, independente de ser um Centro Espírita, acho que eu sentiria isso em qualquer outro templo que pregasse a Fé e o Bem.Simplesmente se eu começo a pensar, eu choro, e choro porque me emociona a FÉ das pessoas, me emociona a União por algo melhor, me emociona saber que tem gente que precisa pegar varias conduções para se dedicarem a algo que acreditam mudar a vida delas e de demais.
Hoje quando cheguei à festa, estava sozinha, e logo fui embalada pelo mar de gente que também como eu foram prestigiar o evento. A empolgação das pessoas, dos voluntários simplesmente contagia e posso falar isso com propriedade porque a minha Mãe trabalha na Barraca das Baianas, e eu acompanho um pouco os preparativos de tudo isso.
Nessa festa cada grupo é responsável pela sua Barraca, e olha, tem de tudo, Churrasco, batata Frita, Tapioca, Sucos, Pizzas, e acreditem hoje até Temaki, tem brincadeiras, Doces, Correio Elegante, Música, etc etc, esse evento já é bem conhecido da Policia e da Prefeitura e Acreditem, ontem o Prefeito Kassab deu um passada na Festa.
Todas as barracas são muito bem decoradas e cada integrante bem uniformizado, nem preciso dizer que a comida é deliciosa rsrsr.
É Simplesmente uma festa Maravilhosa, e vocês devem estar perguntando qual o motivo dessa festa toda, juntamente ao Perseverança, esta ligado a ONG Amigos do Bem, um projeto SENSACIONAL que já mudou a vida de milhares de pessoas no Sertão do Brasil, Essa ONG já foi destaque em vários jornais do Brasil, como Fantástico, Jornal Nacional, Na TV Band, etc etc e quem quiser acompanhar e talvez se interessar em ajudá-los deixarei o site no final do texto.
O Momento que mais me emocionou hoje foi ver no meio daquela multidão, um rapaz que não tinha a parte inferior do corpo em cima de um Skate (seu meio de transporte), curtindo a festa com muita risada, e se eu disser que uma lágrima não caiu estarei mentindo. Acompanhem meu pensamento, como uma pessoa que aos olhos de muitos é considerada incapaz e deficiente hoje, em pleno Domingo ensolarado, me deu uma lição de vida. E percebi que preciso sim ter mais Fé
Fé que podemos ser melhores a cada dia, Fé na bondade do ser Humano, no Amor, em um Mundo Melhor, acredito que não somos tão fúteis ao ponto de achar que nenhuma ação passara despercebida, Fé na Amizade, na lealdade, Fé no Ser Humano.

E termino aqui com uma frase que escutei no programa da Oprah e que só intensificou meus questionamentos.

“Nós não somos seres terrenos com experiências espirituais, somos seres espirituais com experiências Terrenas”


www.amigosdobem.org

Postado por Juliana( que chorou varias vezes enquanto digitava, porque eu acredito sim na For da Fé)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Feliz Aniversário!


Há exatos três anos eu estava, nesta hora, babando por uma criaturinha que mal abria os olhos e que mexia muito os bracinhos e as pernas. Era bem cabeludo e, juro, não tinha o rosto enrugado. Eu lembro que o peguei no colo assim que ele foi para o quarto e babava junto com toda a família ao redor daquela coisinha que conseguia ser tão linda e tão frágil ao mesmo tempo. Era o bebê mais aguardado do mundo porque, para mim, ele não era apenas o meu primeiro sobrinho que estava nascendo, mas também, meu afilhado, que cresceria conosco e que seria criado junto com meu filho, que nasceria cinco meses depois.
E hoje, quando meu sobrinho Gabriel está completando três aninhos, eu percebo como o tempo está passando rápido. Lembro dele mamando, dele dormindo no carrinho, no berço. De ele aprendendo a sentar, depois a ficar de barriga para baixo e levantar o pescocinho. Sempre muito simpático e risonho. Os seus cachinhos de anjo, que emolduravam aquele rostinho redondo e bochechudo. E aqueles pés de bisnaguinha? Era olhar e ter vontade de morder! Lembro dele correndo pela casa com o andador, do tombo que ele levou na casa da minha mãe, do rosto que conseguiu ficar ainda mais fofo quando ele teve catapora. Lembro do dia em que ele veio bem cedinho pra minha casa e dormiu na cama comigo e com o Lê, que depois o levou para a escola.
E também me lembro da noite em que jantamos todos juntos, na sua última noite morando em São Paulo. Há pouco mais de 1 ano, meus cunhados mudaram para Brasília, em busca de uma vida com mais qualidade. Embora eu dê o maior apoio para esta decisão, não posso mentir que morro de saudades e gostaria que eles ainda estivessem aqui. Dói demais acompanhar o crescimento do meu sobrinho por telefone e internet. Dói não tê-los por perto. Dói perceber que o tempo está passando rápido e que todos nós estamos vivendo momentos que seriam ótimos se pudéssemos compartilhar todos juntos.
E é em busca de mais um destes momentos que a gente tanto sente saudade, que estamos indo para Brasília nesta sexta-feira. Vamos comemorar o aniversário do meu gatinho, como fizemos no ano passado. A última vez que nos vimos foi no Natal e confesso que já está difícil falar com ele ao telefone e não chorar de tanta saudade. A viagem vai ser curta, mas vai valer a pena, tenho certeza. Vai aproximar dois primos que se adoram mesmo se vendo tão pouco, três irmãos que sentem muita falta um do outro, os avós que ficam de coração apertado e três cunhadas que são praticamente três irmãs. Quando eu começo a pensar em tudo o que vamos passar nestes dias, seja jogando qualquer um dos nossos jogos até de madrugada, batendo papo, saindo ou simplesmente vendo TV juntos, eu acredito que a vida vale a pena. Porque este amor “de graça” é a melhor coisa do mundo. E ao meu sobrinho-afilhado Gabriel, todo o meu amor, minha saudade, meu carinho. Espero que ele saiba que eu o amo como amo o meu filho e que estarei sempre aqui para ele, aconteça o que for, seja aonde for. Minhas preces para que Deus continue dando saúde e iluminando aquele rostinho tão especial, que trouxe ainda mais alegria à nossa vida. Feliz aniversário, meu anjo!


Postado por Denise

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

No Limite.


Estava desde quinta-feira sem ver tevê.

Fiquei ocupada com uma série de coisas e os programas ficaram para depois. Nem Fantástico, nem Domingo Espetacular. Nada.

Pois hoje parei para ver os jornalísticos da hora do almoço e daí resolvi mudar completamente o tema do meu texto. Eu ia falar sobre o progresso da minha dieta, mas depois de ver tantos absurdos, precisei escrever algumas coisas.

Diante de notícias tão assustadoras, cheguei à conclusão que isso sim é viver no limite. E eu não estou me referindo ao programinha global, com obstáculos de mentira. Estou falando de vida real.

Por isso, resolvi listar algumas coisas que me deixaram passada - seja pela falta de educação, pela ausência de gentileza ou de noção mesmo. Aliás, não me calquei só nas notícias de hoje, mas também nas experiências diárias no trânsito e com gente de todo o tipo e em todos os lugares.

Vamos aos fatos:

- briga na saída de um hipermercado paulistano porque a catraca do estacionamento não abriu, um motorista não quis esperar e acabou batendo no primeiro carro, que aguardava a abertura da cancela. O motorista prejudicado foi anotar a placa do outro carro e daí, sem a menor cerimônia, o causador da batida passou - literalmente - por cima do rapaz, que ainda foi arrastado por cerca de 100 metros, enquanto o outro fugia alucinadamente.

- madrugada carioca e em plena avenida Brasil dois cavalos andavam pela pista da esquerda. Um motorista não consegue para a tempo e atropela um dos animais que, depois de ser lançado longe, morre na hora. O motorista sofreu ferimentos leves, e não corre risco de morrer. De quem era o cavalo, ninguém sabe.

- no Nordeste a mesma situação: um animal no meio na pista e duas pessoas numa moto morrem porque não puderam desviar do bicho. O dono desse cavalo também sumiu.

- nos Estados Unidos um homem (uma dessas celebridades de reality show) mata a esposa, pica o corpo em pedacinhos, vai para um hotel no Canadá com uma garota de programa e, aparentemente, se mata. A identidade da esposa só foi descoberta graças ao número de série da prótese de silicone que ela tinha.

- a prefeitura de São Paulo ordena a desocupação de uma favela na zona sul da cidade. A polícia chega com dos oficiais de justiça e confusão inicia com um incêndio, tumulto, corre-corre. O resultado é gente ferida na pele e no orgulho. A prefeitura oferece vagas em albergues para quem não tiver para onde ir. Como ninguém aceita (é claro!), o órgão resolve emitir passagens de volta para aqueles que quiserem voltar para suas origens. A saída mais fácil para uma limpeza ética: mandar de volta quem constrói a cidade.

- hoje não falaram de política ou, mais precisamente, do Senado. Acho que devem estar submetendo os publicitários do governo à criação de uma campanha pela mudança de nome do Conselho de Ética. Para mim, devia se chamar "Conselho de Estética": só com muito óleo de peroba na cara mesmo para enfrentar uma situação dessas.

- ainda em São Paulo, o governo do Estado deu início às obras de alargamento das marginais Tietê e Pinheiros. O que provavelmente será um benefício para a população (muito questionado por ambientalistas e urbanistas - e também por mim), tornou-se um inferno hoje em dia para quem precisa se deslocar. No sábado a noite, por volta das 20h30, levei cerca de 40 minutos para percorrer entre a ponte Atílio Fontana e o Cebolão. É que as tais obras ocupavam três, das quatros pistas, e só passava um carro por vez.

- também nas marginais há uma pista de recuo para quem muda da faixa expressa para a local. Mais precisamente, depois da Ponte do Limão, há um exemplo clássico: os mais apressadinhos ocupam a pista de recuo e, quando esta acaba, tentam invadir a pista da esquerda. E o trânsito pára.

- lá em Osasco um segurança do Carrefour agrediu um homem negro no estacionamento apenas por considerar que ele poderia roubar algum carro - por ser negro, é óbvio. O homem, que foi duramente agredido, estava em seu carro, com sua filha de dois anos de idade dormindo no banco traseiro, enquanto aguardava a esposa e o outro filho que faziam comprar no supermercado. O segurança foi afastado e a gerência daquela loja, demitida. Ah! O homem terá que passar por algumas cirurgias porque seu maxilar foi quebrado.

- por fim, sábado eu fui almoçar num restaurante em que se vendem grelhados. Por ser de sistema self-service, e depois de me servir de saladas e legumes (olha a dieta aí gente!), me dirigi até a balança e pedi um pedaço de peito de frango. O atendente foi ríspido: "aqui a gente só vende o peito inteiro. Vai querer ou não?" Respondi que queria apenas um pedaço e ele retrucou: "olha, se você quer comer pouco, pega uma coxa." Fiquei sem saber o que dizer, apenas disse um "não gosto de coxa", virei as costas, fui para a mesa e relatei o fato para os amigos que almoçavam comigo. Indignados, todos chegaram à conclusão que deveríamos chamar o gerente. E qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que o gerente era, na verdade, o tal atendente da balança. Pedimos a conta e fomos embora.

E eu que achava que TPM era coisa de mulher e que durava uma semana, resolvi mudar de opinião diante de tantos absurdos. Penso ainda que as pessoas estão perdendo a mão a cada atitude, e que o outro... bem, o outro nada mais é do que o outro. E dane-se!

Mas eu ainda creio que gentileza gera gentileza.

E, mesmo desconfiando que a atitude seja cafona, também me preocupo com o próximo, desejo bom dia ao porteiro, dou a passagem no trânsito. E dou às costas para gente boçal, como o gerente do restaurante.

E como diz o Beto Castro, um grande amigo meu (e blogueiro como nós), não posso mudar o mundo, mas sei que posso (e devo) cuidar do meu quintal.


Postado por Andréa (que vai muito bem, obrigada, com sua dieta).

domingo, 23 de agosto de 2009

ECOnsciência





Ultimamente ouvimos muito falar sobre o que esta acontecendo com a Terra, o Aquecimento Global tem se tornado muito presente em nosso dia a dia, e para aqueles que ainda não entenderam o que esta acontecendo, é só prestar bem atenção aos noticiários, São enchentes aqui, secas acolá, Incêndios, Nevascas, Temperaturas oscilantes, a impressão que eu tenho é que está realmente tudo ficando louco rsrsr.
Mas ainda existe uma distancia imensa entre ter a Consciência e Agir de fato, tenho certeza que a maioria de vocês, assim como eu, sabe exatamente o que é preciso fazer para desacelerar essa destruição, mas agora eu te pergunto, será que nós realmente estamos fazendo alguma coisa para salvar o Planeta? Até que ponto as pessoas estão engajadas realmente para tentar desacelerar esse Aquecimento?

Eu, Juliana, confesso que não tenho feito o suficiente, alias, não tenho feito quase nada para falar bem a verdade, e se você for ver, as tarefas nem são tão complicadas assim, separar o lixo não é nenhum bicho de 7 cabeças e mesmo assim a maioria das pessoas ainda não o fazem, Existe também a questão da falta de instrução, de nos ensinarem de verdade como separar o lixo todo, não somente papeis, plásticos e etc.

A maior parte das atitudes que podemos tomar é simples, e mesmo assim algumas pessoas relutam em fazê-los, fechar a torneira quando esta escovando os dentes não fará sua mão cair, tomar um banho rápido, fechar o chuveiro quando esta ensaboando os cabelos, NÃO LAVAR A CALÇADA COM A MANGUEIRA, apagar a Luz quando não estiver em um local, não utilizar produtos que agridem a natureza, Usar as Ecobags (Sacolas feitas de Material reciclado) para fazer compras ao invés de sacolas plásticas, etc etc...

Acho que se realmente prestássemos atenção no que esta acontecendo com o mundo, buscaríamos soluções mais imediatistas e com certeza nos empenharíamos mais.

Ainda bem que existem pessoas que já estão empenhadas nessa causa e que já começaram a agir, que tal nos juntar a elas?Vamos cada um fazer a sua pequena parte para que assim no final sejamos TODOS voltados para o mesmo bem comum.
Eu já vou começar a fazer a minha parte, faça você também a sua.

Uma vez li uma frase que diz Mais ou menos assim:
“De que adianta nos preocuparmos tanto com o Aquecimento Global se não estamos preocupados com o tipo de ser humano que deixaremos na Terra.”


Postado por Juliana

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Apenas mais uma de amor


Eu achei que o tempo tinha me deixado imune em relação a você. Aqueles sentimentos controversos, que me confundiram durante toda a minha vida pareciam coisa de um passado distante, confundido até, talvez, com egoísmo e imaturidade juvenil.
Eu realmente acreditei que o tempo e os rumos de nossa vida tivessem deixado aquelas sensações para trás e que, além de você não poder mais me fazer nenhum mal, você também não teria mais esta intenção, se é que algum dia teve.
Eu acreditei nas suas palavras, nos seus gestos e nas suas lágrimas. Acreditei na sua “preocupação”, que hoje me parece tão vaga. Acreditei que você era outra pessoa e que queria fazer parte da minha história, mesmo que estivesse chegando na metade dela.
E por acreditar em tudo isso, eu abri as portas da minha casa para você. De novo. E também falei grosso por você, enfrentei algumas iras familiares e medos internos para tentar te trazer para perto de mim, pelo menos um pouco.
Há muito tempo não escrevo mais nenhuma daquelas cartas que tanto escrevi e nunca mandei. Cartas em que eu dizia tudo o que estava sentindo e o quanto você estava me machucando e que, de certa forma de aliviavam, mesmo que você nunca tenha lido uma. E eu achei que nunca mais teria necessidade de escrever-lhe de novo.
Não sei o que dói mais: ter acreditado em você ou ter sido ingênua em pensar que algum dia você poderia ser diferente. Você não vai mudar nunca. Amor, afeto, família, compaixão e saudade são palavras que não fazem parte do seu vocabulário, tampouco, você conhece seus significados. Sua vida é baseada na farsa de um mundo que não é seu, mas que se esforça em fazer parte dele. E durante todos estes anos, você tem conseguido. Talvez a ausência do amor seja o preço que você pague para se manter nesta vida.
Enfim, cansei de pensar em quantos porquês você teria para agir desta forma com a única pessoa que realmente te ama nesta vida. A única pessoa que é parte de você. Parei de pensar para tentar parar de sofrer por você, porque, para mim, você voltará a ser uma simples pessoa conhecida.
Por isso, esta é apenas mais uma carta de amor que você não vai receber. E estou lutando contra meus demônios para que esta seja também, a última.

Postado por Denise

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Encerrando ciclos.


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.

E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão


(autor desconhecido)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A inveja mata (ou quase isso).


Ontem riscaram meu carro. Toda a lateral do motorista (lado esquerdo), com um único risco, no sentido da traseira ao capô, foi danificado.

O risco é fundo, tirou tinta, portanto, só mandando pintar toda a extensão do dano. O custo vai ser alto, certamente.

E, para eu não me sentir tão mal, percebi que os carros que estavam estacionados antes e depois do meu também foram riscados. Bem, pelo menos não devo ser sido a única ter um chilique no meio da rua.

Primeiro vem a sensação de ódio, ira. Dá vontade de matar o primeiro infeliz que passar. A máxima "a inveja mata" seria empregada diretamente naquele que nutriu a inveja...

Depois vem a sensação de impotência, já que a marmota do porteiro não viu nada de importante, ou denunciador. A culpa, certamente, é minha, já que estacionei o carro na rua, ficando sujeita à toda sorte (ou, no meu caso, azar).

A verdade é que essa não é a primeira vez que me sinto assim, lesada. Meses após pegar esse carro, que saiu lindão e zerinho da concessionária, um moleque bateu no paralamas traseiro. E fugiu.

Acontece que eu descobri quem era o responsável e fui atrás. O infeliz em questão é filho de um cidadão que promove jogo do bicho e máquinas de bingo, e me passou alguns números de telefones que, claro, nunca funcionavam. Tentei por uns três meses e depois desisti.

Parece que a impunidade é premissa para a "liberdade" de atos irresponsáveis.

No caso do risco de ontem, credito também a inveja.

Por que, afinal, alguém risca quatro carros novos, estacionados numa rua tranquila, em plena tarde de domingo? Maldade, sensação de impunidade ou inveja?

Para mim é tudo isso junto, porém, com a inveja motivando a ação (já que eu não tenho capacidade de me matar para trabalhar e comprar um carro novo, vou estragar o carro dos outros e achar que sou o máximo por ter feito isso - "toma aí, seus playboys").

Mas tem também outras modalidades de inveja.

Eu mesma trabalhei numa agência cuja proprietária queria ter tudo os que suas funcionárias tinham, desde bijouterias, roupas, sapatos, acessórios, uma flor na mesa ou até mesmo um passeio, ou uma experiência qualquer (como um jantar ou uma viagem).

Como ela nunca conseguia que as pessoas dessem à ela os "mimos", procurava saber aonde ficava a loja, restaurante, passeio, e copiava - sem o menor pudor - a idéia anterior e alheia.

Certa vez ela encanou num anel que eu comprei (e, claro, ela comprou igual, já que estava comigo no momento da aquisição). Ela perdeu o dela e queria a todo custo comprar o meu.

Mas o cúmulo mesmo foi um casaco, do tipo trench coat acinturado, de tecido acetinado, que uma das meninas do atendimento ganhou de presente do pai. Era realmente lindo, e custava uma fortuna. No corpo da moça (vale dizer aqui um corpão "lipado e siliconado") ficava perfeito. E a chefona foi lá, às escondidas, e comprou um igualzinho, e foi com ele num evento que, claro, estava a outra moça também com o casaco.

Foi um susto. A menina ficou completamente desconcertada, mas depois caiu na risada porque o caimento da peça na tal diretora ficou, digamos, estranho, já que a mesma pesava cerca de 90 quilos, tendo a minha altura (1,58m). Todo mundo no evento percebeu que alguém copiou alguém e sendo, no mínimo, pouco inteligente, sacou quem foi a invejosa.

Lembro também de uma outra "amiga" (da onça) que tinha fixação por namorado alheio. A moça precisava que todos os homens, de todos os ambientes que frequentava, olhassem para ela. E, a partir do momento que era o centro das atenções, fazia um jogo de sedução explícito, não importando se os homens eram casados ou comprometidos. Para se ter uma idéia, ela cumprimentava o sexo oposto apertando seus (fartos) seios contra o peito do outro, como num abraço beeem apertado. Nem o Zé escapou das investidas.

Mas de todas as modalidades de inveja, a que considero pior é aquela entre família.

Acho mesmo que a vibração negativa emanada por um parente seja mais forte do que qualquer uma outra. Ou vão dizer aqui que nunca tiveram um "atraso" ou reversão em seus negócios depois de mencionar o fato para alguma tia, primo, etc?

É batata!

Bastou abrir a boca e pronto: tudo desanda.

E como diria José Simão, só com muito colírio diet pra aliviar tanto olho gordo!!


(postado por Andréa, que não acredita na tal inveja branca, e parou de contar sobre vida para muita gente por aí)

domingo, 16 de agosto de 2009

Quando o Corpo Fala.




“O corpo humano é constituído por diversas partes que são inter-relacionadas, ou seja, umas dependem das outras. Cada sistema, cada órgão é responsável por uma ou mais atividades. Milhares de reações químicas acontecem a todo instante dentro do nosso corpo, seja para captar energia para a manutenção da vida, movimentar os músculos, recuperar-se de ferimentos e doenças ou se manter na temperatura adequada à vida.
Há milhões de anos, o corpo humano vem se transformando e evoluindo para se adaptar ao ambiente e desenvolver o seu ser. Nosso corpo é uma mistura de elementos químicos feita na medida certa. As partes do corpo humano funcionam de maneira integrada e em harmonia com as outras. É fundamental entendermos o funcionamento do corpo humano a fim de adquirirmos uma mentalidade saudável em relação a nossa vida.”

Somos constituídos de Coração, Cérebro, Fígado, Pulmão, Rins, Bexiga, Intestinos, Sangue, entre Outros Orgãos e também Sistemas, tais como, Circulatorio, Muscular, Reprodutor, Respiratorio, entre outros.Trabalhamos como uma prefeita engrenagem, cada orgão cumprindo o seu papel e seguindo as suas funções com maestria, mas e quando uma delas falha??E quando algum Orgão entra em falencia e colapso, e quando os sistemas entram em pane??? O que o Corpo esta tentando nos dizer??? Já prestaram atenção a isso?????
Existem alguns estudos que podem nos dizer muitas coisas sobre o nosso corpo que nem imaginamos, uma vez há muito tempo li um livro que se chamava “Ta na Cara”, que fala sobre o estudo o estudo das formas da face, como o nariz, formato dos olhos etc etc, esse estudo se chama Fisiognomonia, que é a técnica de conhecer e diagnosticar as condições de saude de uma pessoa pela observação de sinais e formas da face e outras partes do corpo. Ciencia Antiga , muito utilizada pelos médicos orientais, constitui hoje um importante recurso de diagnostico de medicina natural e se baseia na analise de manchas, rugas, marcas, sinais, dilatações , inchaços e mesmo na forma natural de uma determinada área.Para facilitar o estudo e compreender melhor sua aplicação , a Fisiognomonia divide a face em áreas, cada uma delas corresponde a um órgão interno, aparelho ou funções biológicas importantes. Isso traduz a forma do nosso nariz, olhos, boca , etc
O mesmo se aplica com a Reflexologia, que se baseia no principio de que existem áreas, ou pontos reflexos nos pés e nas mãos que correspondem a cada órgão, glândula e estrutura do corpo, Isso aplica-se também a Acumpultura (veja o exemplo da Acumpultura Ouricular) e outras formas não tão convencionais de prestar atenção e cuidado com o corpo.
Nosso corpo é reflexo de tudo o que fazemos, pensamos, agimos e a forma como encaramos a vida se reflete literalmente na nossa Imagem, quando digo isso, pense nas pessoas que são Obesas, se forem analisadas, a maioria delas com certeza são pessoas super ansiosas e descontam na comida as frustações e angustias que carregam na vida.Não estou dizendo daquelas pessoas que realmente sofrem de algum problema de saúde, mas sim daquelas que depositam na comida a salvação ou a busca de alguma resposta, da mesma forma que acontecem com os Alcoolatras, os Fumantes , etc etc. Quem já não se acabou com uma barra de chocolate só por estar nervosa???
Se soubessemos traduzir o que o corpo quer nos dizer, tenho certeza que não sofreriamos tanto por problemas tão pequenos. Você já chegou a sentir aquele nó na garganta, ou a sensação de estar engasgado com alguma coisa, é como se você tivesse algo a dizer para alguém e nÃo o fez, pois é, isso reflete diretamente na Garganta, e a tensão nos ombros, porque algo que passa pela nossa cabeça acaba os afetando, já que todo os stress que sentimos vai parar exatamente nos Ombros, sabe a sensação de peso, se pararmos para pensar, o que será que estamos realmente carregando nas costas??? Lógico que não estou me referindo aos machucados de um jogo de futebol, ou uma torcida no tornozelo rsrsr.
Vou dar outro exmplo, há um tempo atras eu descobri que estava com Gordura no Fígado e quando contei para a minha terapeuta( não sei se já mencionei que faço terapia), que aplica a Terapia Holistica ( Buscando o equilibrio entre Corpo , Mente e Alma ), ela me deu uma breve explicação do porque eu estar com isso, O fígado é o Orgão das emoções, e a Gordura como a maioria das pessoas já sabem, é uma capa protetora, portanto eu Juliana tenho sim problemas em lidar com as minhas emoções e o corpo arrumou uma fora de me alertar que eu tenho realmente que aprender a lidar com elas.
Existem vários exemplos e acredito que com cada um de nós aconteça algo parecido, O nosso Corpo merece mais atenção e cuidado, principlamente com o que comemos, não é uma tarefa facil ainda mais com a vida que levamos, mas isso não justifica pelo menos não tentar mudar alguns Hábitos.
Já que estamos nessa vida, com o Corpo que temos, que tal dar uma boa caprichada e cuidar dele da melhor forma que pudermos, porque não adianta querer um mundo melhor, se nem de nós mesmos sabemos como cuidar.


Postado por Juliana

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Esse assunto não me sai da cabeça .... Estou tensa porque farei a minha primeira viagem sem as meninas. E isso é um marco na vida minha vida .... Estou com coração em pedaços, como estivesse fazendo algo errado. Quando estou brincando com elas,fico olhando elas sorrirem e pensando será justo eu me divertir sem elas????

O meu coração de mãe está apertando!! ! Eu sei que um dia as crianças vão crescer e não vão querer mais viajar conosco, terão suas próprias vidas sociais, viagem para casa de amiguinhos e então poderemos curtir... Mas será que vale a pena esperar tanto tempo assim para ter uma vida a dois???

Desde que a Sophia nasceu nunca tivemos um tempo para nós dois, sempre coloco as meninas em primeiro lugar. Na verdade nem tivemos nossa lua de mel,nem dava estava de 8 meses,quase explodindo...Queria mais é ficar quietinha .

Ele começou a falar sobre esta vontade em Maio, aí coloquei um monte de empecilho... Mas sempre ele resolvia tudo,e esta semana ele me envia um e-mail,pensei que era uns dos seus e-mail falando sobre a loja e quando abro,ele tinha emitido as nossas passagens.Comecei a suar frio,tremer absurdamente,peguei um caderno e comecei a escrever tudo que preciso fazer antes da viagem para as meninas se sentirem bem.

Quando consegui relaxar veio outro pensamento e se acontecer algo com as meninas, não estarei aqui, estarei a milhares de quilômetros de distancia e agora????
Estes cinco dias serão eternos, diferentes. Não como me comportarei em relação a isto,mas tenho a certeza que esta experiência mudara muito meu pensamento,e dará uma apimentada na minha relação.

Quando voltar terá a segunda parte deste texto... Ufa!!! Conseguirei sobreviver a esta experiência????

Postado por Gabriela

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

I see dead people


Se tem uma coisa que me assusta, de verdade, é falar sobre assombrações. Não falo de monstros, aliens, mutações, mas sim, gente morta que aparece para os vivos, ou que, se não aparece, manda recados e sinais. Nada me deixa mais incomodada e assustada do que isso. Eu acredito que estas coisas podem acontecer porque acho que somos muito mais do que carne que apodrece pós-morte. Acredito em carma, ação e reação, vida após a morte, céu, limbo e inferno. Acredito em tudo isso porque não quero que nada apareça para mim para me mostrar que eu estava errada. Mas parece que os “fantasmas” sabem deste meu medo e vivem me pondo à prova. Não, eu não ando tendo alucinações e nem falando com gente morta, mas algumas experiências inexplicáveis têem me deixado meio atordoada.
Quando minha avó paterna morreu eu tinha 11 anos e quase nenhum contato com ela. Eu era sua única neta, já que sou filha única de seu filho único, mas ela, por nunca ter gostado de minha mãe e feito de tudo para que meus pais se separassem, nunca foi me visitar e nem me dava muita bola. Só nos víamos nas raras vezes em que meu pai vinha à São Paulo e me levava à casa dela. Pois bem, eu nem sabia que ela estava doente, tampouco que o diabetes lhe causara um AVC. Então, no dia em que ela morreu, meu avô foi lá em casa avisar e, pela primeira vez, eu fui a um velório. Não vi o corpo, nem fui ao enterro, mas soube lá no cemitério que ela queria ter me visto antes de morrer e que pedia para meu avô me levar ao hospital, coisa que ele não fez. Nos dias seguintes à sua morte eu fiquei estranha. Chorava sem motivo, escrevia compulsivamente, estava arredia, amoada e cheguei a ter febre. Minha mãe, que sempre acreditou em espíritos, antes de me levar ao médico, me levou na casa da d. Palmira, uma senhorinha do bairro conhecida por ser benzedeira. E foi só eu chegar à casa dela para me sentir estranha, com vontade de sair de lá. Lembro pouca coisa daquele dia, mas não me sai da cabeça a imagem da d. Palmira conversando com o nada. Ela olhava para a parede e falava: “você está assustando a sua neta, seu lugar não é mais aqui”. Passado algum tempo minha mãe me contou a história toda: minha avó morreu me chamando, mas nem meu avô e nem meu pai me levaram para vê-la. Depois que ela morreu, parece que queria estar comigo e, sem saber que me assombrava, ficou ao meu lado. Por isso as minhas reações.
A história parece meio fantasiosa, mas eu acredito, porque não quero passar por isso de novo. Passei a ter interesse nos livros espíritas de minha mãe e os devorei, tentando entender tudo o que eles diziam. Mas teve um que eu não consegui ler: Laços Eternos. Eu começava a ler, passava mal e parava. Eu travava no meio do livro e não conseguia seguir adiante. E comecei a ficar sem sono também. Teve um dia que eu fiquei tão agoniada que só consegui dormir quando levei o livro para a sala, bem longe da minha cama. Desde então, nunca mais li livros espíritas.
Até o dia em que conheci a minha cunhada, espírita praticante. Ela fez cursos mediúnicos e me apresentou a uma amiga que é sua conselheira e também que joga baralho cigano e búzios. Movida pela curiosidade, pedi que ela jogasse o baralho para mim. E qual foi a nossa surpresa (minha e dela) quando TODAS as cartas falavam da minha mediunidade, deste lado que eu devia despertar e trabalhar porque era muito forte em mim e eu estava ignorando. Mais apavorada do que nunca decidi que nunca mais ia falar disso.
E então, eu sonhei com o avô do meu marido. E ele morreu dois dias depois. E depois, me sentia agoniada sempre falava com minha madrasta. E ela descobriu um câncer de mama. E eu fiquei preocupada com uma priminha nossa que nasceu e ainda estava na UTI. Liguei para a mãe dela porque não conseguia parar de pensar em como ela estava. Era domingo, 20h00. Na segunda, às 06h15 nossa priminha nos deixou.
Estes acontecimentos, por mais que eu tente deixar passar batido, ficaram na minha cabeça e me dão medo, ao mesmo tempo que me dão dúvidas se eu realmente estou passando por cima de algo que eu deveria seguir. Pode o medo ser maior que a sua missão ou tudo isso não passa de uma grande história que minha cabeça tem inventado? Comecei a pensar nestas coisas estes dias, quando descobri um programa na TV a cabo que fala exatamente sobre isso e mostra relatos de pessoas que viveram experiências “sobrenaturais”. Diz o programa que são casos reais, preservando apenas a identidade. São tantos casos que chego a duvidar que um canal colocaria sua credibilidade em risco inventando tanta história.
Por isso, estou pensando em voltar a ler livros que me expliquem mais sobre o tema. Livros que possam me ajudar a esclarecer minhas dúvidas e meus medos. Quem sabe assim eu realmente entenda o que acontece comigo, se é coisa da minha cabeça ou forças tentando me mostrar algo?
Não sei o que me espera e nem se vou seguir com isso. Mas sei de uma coisa: eu não quero ver nada. Como diz o menino do filme: I don´t wanna see dead people... (mas se for um gatão tipo Bruce Willis a gente pode pensar...rs)

Postado por Denise