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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma Decisão Importante


Este será o ano de muitas mudanças em minha vida. Algumas começaram no ano passado, outras estão em andamento para agora, mas todas elas são consequências das minhas decisões de seguir um novo caminho, como eu comentei aqui no ano passado.
Além dos projetos de mudar de casa, arrumar um novo emprego, estudar mais e aperfeiçoar o segundo idioma, está a decisão que é, sem dúvida, a mais importante: ter outro filho. Quando engravidei do Vinícius eu estava casada há seis meses e não foi planejado, embora, depois que soubemos que estávamos grávidos, foi muito desejado. Desde seus primeiros meses de vida eu tive certeza de que aquela era a melhor experiência que eu estava tendo, em toda a minha vida. A maternidade me despertou tantos sentidos e tantas vontades que eu nunca pensei em ter apenas um filho. E parece meio hipócrita, mas é verdade que eu nunca duvidei disso nem nas noites insones ou durante as crises de manha. O cansaço bate, é claro, mas o desejo continua. E esta vontade de dar um irmão para o meu filho é algo que venho cultivando desde meados do ano passado, quando, acredito eu, começou ser um bom período para pensar em ter outro neném em casa, já que o Vinícius acabou de completar três anos.
Acontece que, diante desta possibilidade de poder planejar e curtir a gravidez - que o meu trabalho como jornalista não me permitia - eu fico me perguntando como eu continuarei sendo mãe do Vini. Entenda: eu sou filha única, nunca vivi um relacionamento de pais com irmãos, eu não sei bem como isso vai funcionar. Eu tenho medo de não ser suficiente para o meu filho ou então, de não atender todas as necessidades de um recém-nascido. Me aparecem perguntas como: eu vou conseguir amar tanto uma outra pessoa como eu já amo o Vinícius? Eu vou ter condições psicológicas de ser uma boa mãe para duas crianças? Como eu vou fazer para que os dois entendam que são importantes para mim, sem magoar ou deixar outro de lado? Mais do que isso: eu vou conseguir cuidar de um recém-nascido sem deixar o outro de lado?
E então, em meio a todas estas perguntas, surge a dúvida: eu tenho capacidade para ser mãe de novo? Porque, me parece, que uma pessoa habilitada não ficaria se martirizando com estas dúvidas.
Eu quero, mais do que tudo, ter uma família grande, com filhos em volta da mesa, férias, Natais. Tudo aquilo que minha imensa família de solteira – eu e minha mãe – não tivemos. Mas, diante de tantas dúvidas fica o medo de fracassar. Tenho um medo enorme de decepcionar o meu filho, de não conseguir ser a mãe que eu estou sendo para ele. Tenho medo de amar diferente o neném que vai nascer, porque, me repetindo, não entendo como vou conseguir amar os dois do mesmo jeito.
Assim, diante desta decisão importante e tão mágica, eu travo e repenso. Até o fim do ano passado a ideia era engravidar no começo deste ano. Já adiei este plano para o segundo semestre. E confesso, tenho medo de continuar adiando e ser muito tarde para recomeçar.
Não adianta: por mais que eu pense em toda esta situação, só me vem uma coisa à cabeça: ser mãe é sentir culpa. É errar tentando acertar. É acertar por amor. É fazer concessões. E é estar diante do amor mais incondicional do mundo.
Tenho muito o que decidir ainda, eu sei. Temos muito o que conversar. Mas, por mais irresponsável que seja, ter uma gravidez não planejada me pareceu uma decisão bem mais fácil.


Postado por Denise Lugli

2 comentários:

Andréa disse...

Dê,
olha só que engraçado: eu sentia culpa por não ter outro filho simplesmente porque eu não queria parar a minha vida.
Ou seja, ter noites insones, não ter horários, não ter tempo sequer pra pentear os cabelos.
Daí que o Lucca cresceu, está com quase 10 anos adivinhe o que ele me pediu de aniversário???
UM IRMÃO!!!
Porque segundo ele,a vida é muito chata sendo sozinho.
Argumentei que se viesse um irmão, seria um bebê. que levaria 9 meses pra nascer, etc e tal, e que ele não poderia brincar com seus brinquedos com o bebê.
Novamente o Lucca me surpreende e responde: não tem problema. Pelo menos eu não seria assim tão sozinho.
Resumindo, amiga, dê sim um irmão pro Vini e deixe de ser egoísta, porque o amor brota de todos os lados.
Se o Lê quer e vc acha a idéia viável (racionalmente falando), go ahead.
E outra: tenho certeza absoluta de que você será uma mãe ainda melhor (porque a experiência conta muito mais nessa hora...).
Um beijo da Déa

Evelyn disse...

Concordo plenamente com a Déa!!!
Tenho certeza de que assim como você é uma ótima mãe para o Vini, será ótima para o bebê também!
E duvido muito que você possa amar mais a um do que ao outro.
Talvez a forma de criar seja diferente, pois você não é mais marinheira de primeira viagem.

Me dá outro sobrinho???

Bjo,
Evy