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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

I see dead people


Se tem uma coisa que me assusta, de verdade, é falar sobre assombrações. Não falo de monstros, aliens, mutações, mas sim, gente morta que aparece para os vivos, ou que, se não aparece, manda recados e sinais. Nada me deixa mais incomodada e assustada do que isso. Eu acredito que estas coisas podem acontecer porque acho que somos muito mais do que carne que apodrece pós-morte. Acredito em carma, ação e reação, vida após a morte, céu, limbo e inferno. Acredito em tudo isso porque não quero que nada apareça para mim para me mostrar que eu estava errada. Mas parece que os “fantasmas” sabem deste meu medo e vivem me pondo à prova. Não, eu não ando tendo alucinações e nem falando com gente morta, mas algumas experiências inexplicáveis têem me deixado meio atordoada.
Quando minha avó paterna morreu eu tinha 11 anos e quase nenhum contato com ela. Eu era sua única neta, já que sou filha única de seu filho único, mas ela, por nunca ter gostado de minha mãe e feito de tudo para que meus pais se separassem, nunca foi me visitar e nem me dava muita bola. Só nos víamos nas raras vezes em que meu pai vinha à São Paulo e me levava à casa dela. Pois bem, eu nem sabia que ela estava doente, tampouco que o diabetes lhe causara um AVC. Então, no dia em que ela morreu, meu avô foi lá em casa avisar e, pela primeira vez, eu fui a um velório. Não vi o corpo, nem fui ao enterro, mas soube lá no cemitério que ela queria ter me visto antes de morrer e que pedia para meu avô me levar ao hospital, coisa que ele não fez. Nos dias seguintes à sua morte eu fiquei estranha. Chorava sem motivo, escrevia compulsivamente, estava arredia, amoada e cheguei a ter febre. Minha mãe, que sempre acreditou em espíritos, antes de me levar ao médico, me levou na casa da d. Palmira, uma senhorinha do bairro conhecida por ser benzedeira. E foi só eu chegar à casa dela para me sentir estranha, com vontade de sair de lá. Lembro pouca coisa daquele dia, mas não me sai da cabeça a imagem da d. Palmira conversando com o nada. Ela olhava para a parede e falava: “você está assustando a sua neta, seu lugar não é mais aqui”. Passado algum tempo minha mãe me contou a história toda: minha avó morreu me chamando, mas nem meu avô e nem meu pai me levaram para vê-la. Depois que ela morreu, parece que queria estar comigo e, sem saber que me assombrava, ficou ao meu lado. Por isso as minhas reações.
A história parece meio fantasiosa, mas eu acredito, porque não quero passar por isso de novo. Passei a ter interesse nos livros espíritas de minha mãe e os devorei, tentando entender tudo o que eles diziam. Mas teve um que eu não consegui ler: Laços Eternos. Eu começava a ler, passava mal e parava. Eu travava no meio do livro e não conseguia seguir adiante. E comecei a ficar sem sono também. Teve um dia que eu fiquei tão agoniada que só consegui dormir quando levei o livro para a sala, bem longe da minha cama. Desde então, nunca mais li livros espíritas.
Até o dia em que conheci a minha cunhada, espírita praticante. Ela fez cursos mediúnicos e me apresentou a uma amiga que é sua conselheira e também que joga baralho cigano e búzios. Movida pela curiosidade, pedi que ela jogasse o baralho para mim. E qual foi a nossa surpresa (minha e dela) quando TODAS as cartas falavam da minha mediunidade, deste lado que eu devia despertar e trabalhar porque era muito forte em mim e eu estava ignorando. Mais apavorada do que nunca decidi que nunca mais ia falar disso.
E então, eu sonhei com o avô do meu marido. E ele morreu dois dias depois. E depois, me sentia agoniada sempre falava com minha madrasta. E ela descobriu um câncer de mama. E eu fiquei preocupada com uma priminha nossa que nasceu e ainda estava na UTI. Liguei para a mãe dela porque não conseguia parar de pensar em como ela estava. Era domingo, 20h00. Na segunda, às 06h15 nossa priminha nos deixou.
Estes acontecimentos, por mais que eu tente deixar passar batido, ficaram na minha cabeça e me dão medo, ao mesmo tempo que me dão dúvidas se eu realmente estou passando por cima de algo que eu deveria seguir. Pode o medo ser maior que a sua missão ou tudo isso não passa de uma grande história que minha cabeça tem inventado? Comecei a pensar nestas coisas estes dias, quando descobri um programa na TV a cabo que fala exatamente sobre isso e mostra relatos de pessoas que viveram experiências “sobrenaturais”. Diz o programa que são casos reais, preservando apenas a identidade. São tantos casos que chego a duvidar que um canal colocaria sua credibilidade em risco inventando tanta história.
Por isso, estou pensando em voltar a ler livros que me expliquem mais sobre o tema. Livros que possam me ajudar a esclarecer minhas dúvidas e meus medos. Quem sabe assim eu realmente entenda o que acontece comigo, se é coisa da minha cabeça ou forças tentando me mostrar algo?
Não sei o que me espera e nem se vou seguir com isso. Mas sei de uma coisa: eu não quero ver nada. Como diz o menino do filme: I don´t wanna see dead people... (mas se for um gatão tipo Bruce Willis a gente pode pensar...rs)

Postado por Denise

3 comentários:

Jú Manocchio disse...

De, eu acredito muito, mas muito mesmo que existem ainda coisas que nem sonhamos existir.Comigo eu tive uma experiencia com o meu Avô, eu estava viajando e ele muito doente, quando ele faleceu, ele me avisou e eu do outro lado do mundo ligeui para minha mae, que disse que ele estava bem, a primeira coisa que ela me disse quando me buscou no Aeroporto foi que ele tinha falecido naquele dia.

Tem uma frase que para mim diz muito: Nós nÃo somos seres terrenos com esperiencias espirituais, somos seres espirituais com experiencias terrenas.

Somos feitos de materia, energia, etc etc...
Esse assunto é para dar pano p/ manga mesmo.
Segue seu coração amiga, a gente não foge do nosso dom, da nossa verdade.

TE amo.

Evelyn disse...

Dê, eu concordo com a Ju...
Segue seu coração.
Sobre livros espíritas, se resolver mesmo, leia "Violetas na Janela", ele explica bastante coisas e é uma leitura gostosa.
Sobre o Bruce Willis, até eu que sou mais besta, né?
E EU MORRO DE MEDO DE ASSOMBRAÇÃO...

TE AMO MUITO!

Beijos

Andréa disse...

HUmmmm...
O Bruce Willis podia vir me assobrar todas as noites se ele quisesse.
Acho até que eu acenderia velas pra ele!!!
Agora falando sério, Dê, no txto que eu escrevi sobre a morte da Leda, eu mencionei que tive um sonho com a morte dela.
Para mim esses avisos vêm em forma de sonhos ou insights (que são mais raros). E eu levo muito a sério isso tudo.
Faça como a Evelyn disse: comece com leituras mais leves (e o livro Violetas na Janela é bárbaro) e vá assimilando devagar cada ensinamento.
E se vocÊ tiver alguma dúvida, fale comigo. Estou nesse caminho há anos.
Bjão,
Déa